A hiperinflação, que se transformou em um monstro que apavorou os argentinos na década de 80, volta a pairar sobre o país e passou a ser, em menos de dois meses, o maior dos inúmeros problemas que o presidente Eduardo Duhalde terá de enfrentar até o final de seu mandato, em 2003. Quase 11 anos depois de ter permanecido com inflação praticamente nula, sob o regime de conversibilidade, a Argentina poderá registrar este ano um aumento de no mínimo 30% no custo de vida, de acordo com as primeiras projeções inflacionárias feitas pelos principais escritórios de consultoria econômica e financeira do país.
Essa estimativa de inflação – se os preços não dispararem ainda mais nos próximos meses – é o dobro do que vem sendo prometido pela administração Duhalde ao Fundo Monetário Internacional (FMI). ‘‘O corralito (congelamento parcial dos depósitos), que parecia ser o maior problema do governo, ficará atrás diante do que poderá ser a inflação’’, disse à Agência Estado o economista Guillermo Corzo, da Fundação Capital.

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