Hidrovia barateia açúcar
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A Sartco, empresa do Grupo ADM - um dos maiores exportadores de grãos do País -, decidiu testar a utilização da Hidrovia Tietê-Paraná para o transporte de açúcar a granel. Em dois meses, houve dois embarques de 3 mil toneladas do produto entre as cidades de São Simão (GO) e Anhembi (SP), em um percurso de 780 quilômetros. Outros embarques estão previstos para os próximos dias. De acordo com a companhia, o transporte multimodal por rodovia e hidrovia diminui os custos entre 3% e 8% em comparação com o sistema rodoviário.
O açúcar é transportado por rodovia das regiões produtoras até o terminal fluvial de São Simão, onde é transferido para barcaças. De lá, segue até Anhembi, onde novamente é transportado para caminhões, continuando o trajeto até o corredor de exportação do Porto de Santos (SP). O diretor do Departamento Hidroviário, Oswaldo Rossetto Júnior, informa que esta é a primeira vez que a hidrovia carrega açúcar a granel e acredita em novos contratos para a safra do próximo ano.
Segundo Rossetto, a carga a granel, densa e de grande volume, é mais apropriada para a hidrovia do que para o caminhão. Um comboio de barcaças chega a transportar o equivalente a 200 carretas. ''Isso contribuiu para descongestionar as estradas.''
A Tietê-Paraná tem 2,4 mil quilômetros de vias fluviais navegáveis, interligando cinco Estados brasileiros (GO, MG, MS, PR E SP), e já recebeu cerca de US$ 2 bilhões em investimentos por sucessivos governos, principalmente a partir dos anos 70. O programa de investimento para este ano é avaliado em R$ 30 milhões e inclui obras nas pontes ao longo do traçado para ampliar vãos e melhorar as condições de navegação.
Além da ADM, as empresas que a utilizam a hidrovia são a CNA (Grupo Libra), Empresa Paulista de Navegação (Grupo Torque) , Comercial Quintella e Usina Diamante (Grupo Cosan).


