uritiba - A construção da usina hidrelétrica de Mauá, na região de Campos Gerais, vai consumir R$ 950 milhões e gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Copel, Eletrosul e J. Malucelli Construtora assinaram na última segunda-feira, em Curitiba, o contrato para execução das obras, que estão previstas para iniciar no segundo semestre deste ano, dependendo ainda de liberação de licença ambiental. A operação da usina, entretanto, é prevista para 2011.
O direito para operar a usina foi adquirido pela Copel e pela Eletrosul em leilão realizado em outubro do ano passado. Já a J. Malucelli foi a vencedora da licitação para executar a construção da usina. Ela será erguida no rio Tibagi, entre os municípios de Mauá da Serra e Ortigueira. Dos R$ 950 milhões previstos para a obra, 40% serão usados para a construção propriamente dita. Segundo Celso Jacomel Junior, assessor da diretoria comercial da J. Malucelli Construtora, a usina deve levar três anos para ficar pronta. A parte de equipamentos eletro-mecânicos, como geradores e turbinas, ficará a cargo da empresa GE Hydro.
Jacomel Junior afirma também que o início da construção depende ainda da obtenção de licença ambiental, o que está a cargo da Eletrosul e da Copel, que serão as operadoras da usina. Segundo a assessoria de imprensa da estatal paranaense, o processo para liberação da licença está em trâmite.
A questão ambiental, aliás, gerou muita polêmica durante o processo de concessão para a construção da usina. Ambientalistas afirmam que a obra pode significar a ''morte'' do Rio Tibagi. Até mesmo o Ministério Público Federal (MPF) em Londrina entrou com pedido judicial para que a usina de Mauá fosse excluída do leilão de energia, mas não obteve sucesso. Apesar disso, a Copel afirma acreditar que a licença será liberada, até porque houve um estudo preliminar, anterior ao leilão, que permitiu a execução da obra.
Depois de concluída, a usina terá potência instalada de 362 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Toda a futura produção já foi comercializada logo após o leilão em que Copel e Eletrosul adquiriram o direito de construir e explorar a usina. Segundo a divisão societária do empreendimento, a Copel terá 51% de participação e a Eletrosul terá os 49% restantes. Cerca de 60% do dinheiro necessário para a realização da obra será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Apesar do tamanho da obra, a Copel não fez questão de dar publicidade à assinatura do contrato na última segunda. Ontem, a assessoria de imprensa afirmou que o contrato teve o mesmo tratamento dado a todas as obras realizadas pela estatal.

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