A fábrica alemã de medicamentos genéricos Hexal deve utilizar mão-de-obra da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e demais instituições de ensino superior da região no controle de produção, qualidade e saneamento de sua nova unidade industrial, instalada em Cambé e com inauguração prevista para maio de 2004. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Hexal do Brasil, Reinhard Nordmann, em visita à cidade paranaense para a recepção do novo cônsul geral da Alemanha no Brasil, Hubertus Morr. O novo cônsul, no cargo há quatro semanas, está em viagem pelo Paraná e visitou o Norte do Estado para conhecer o cônsul honorário da Alemanha em Rolândia, Adrian Von Treuenfels, aproveitando para conhecer o que é tido como o maior empreendimento industrial alemão no Paraná.
Segundo Nordmann, a nova unidade fabril da Hexal, com área construída de 32 mil metros quadrados e área total de cerca de 300 mil metros quadrados, é a maior fábrica de medicamentos do Estado e deve receber investimentos da ordem de R$ 120 milhões até maio de 2004. Sua capacidade inicial de produção será de 6 milhões de unidades medicamentosas por mês. A fábrica deve gerar cerca de 500 empregos diretos e 800 indiretos, além de promover arrecadação entre R$ 100 mil e R$ 130 mil mensais com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com cálculos da Prefeitura de Cambé. ''Porém, o mais importante desse novo empreendimento é a disponibilização de oportunidades de emprego para jovens recém-saídos da universidade'', disse o prefeito de Cambé, José do Carmo.
''A mão-de-obra das universidades da região será destinada principalmente para serviços de análise de água descartada no processo industrial, controle de qualidade dos produtos e de eficiência de produção'', explica Nordmann. Além de profissionais diretamente envolvidos com essas áreas, a Hexal deve empregar médicos, administradores e agrônomos. ''Mais que conhecer uma região com grande concentração de descendentes de alemães, ver de perto investimentos de grande importância econômica como este nos ajuda a manter um bom relacionamento com empresas e políticos'', disse o cônsul alemão Hubertus Morr, que deixou recentemente a Embaixada alemã na Coréia do Sul.
Em uma breve reunião antes da visita à fábrica, o presidente da Hexal, o cônsul de Rolândia e o cônsul geral lamentaram a falta de escolas com padrão internacional de ensino em alemão, o que facilitaria a vinda de executivos da Europa para a região Norte do Estado. ''Temos excelentes escolas internacionais em língua inglesa, mas na região, mesmo com grande concentração de descendentes, nenhuma em alemão. Isso, sem dúvida, facilitaria a vida de executivos alemães no Brasil, pois poderiam viver com seus filhos aqui sem preocupações com sua educação'', disse Adrian Von Treuenfels. O prefeito de Cambé assumiu a responsabilidade de propôr às autoridades competentes um projeto para a instalação de escolas alemãs na região.

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