Cambé - Dezenas de autoridades políticas e empresariais participaram ontem da inauguração da empresa farmacêutica alemã Hexal, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina), que inicia as as atividades com previsão de crescimento no faturamento em torno de 30% para o ano que vem. Com capacidade de produção para 200 milhões de unidades, a empresa acredita poder contribuir para a redução do preço do medicamento no País.''Isso é um sonho, mas tem que haver uma flexibilidade do mercado e o compromisso de todos'', argumentou o presidente da Hexal no Brasil, Reinhard Nordmann.
Além dos dirigentes mundiais da Hexal, Thomas Strugmann e Andreas Strugmann, estiveram presentes o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o governador Roberto Requião, o prefeito de Cambé José do Carmo Garcia, prefeitos da região, deputados, entre outras autoridades. Numa área de 300 mil metros quadrados, com 32 mil metros de área construída, a Hexal vai empregar até meados do ano que vem cerca de 550 funcionários.
Thomas Strungamann relatou que o grupo faturou 1,6 bilhão em 2003, com suas 14 fábricas e atuação em 40 países. A fábrica da matriz instalada em Magdeburg na Alemanha, tem a maior produção da Hexal com cerca de 4,4 bilhões de comprimidos fabricados em 2003 e mais de 5.500 apresentações de medicamentos. Com investimentos em R$ 120 milhões no Brasil, a unidade da Hexal deverá iniciar as atividades com produção de 4 milhões de caixas de comprimidos. As exportações estão previstas para iniciar pela América Latina, México, Canadá em em seguida, para a Europa.
A empresa recebeu investimentos em infra-estrutura do município e isenção do IPTU por 10 anos. Dentro do Programa Bom Emprego, o governo financiou capital de giro de R$ 180 milhões. Segundo Requião, a Hexal tem carência de quatro anos para pagamento, mais quatro anos para efetivá-lo, com recolhimento mês a mês.''O governo do Estado tem um regulamento de incentivos para atração de indústrias que descartam negociações políticas'', disse Requião, acreditando que o aspecto interessante da empresa é que com a produção de genérico o preço dos medicamento venha a '' desabar''.
A unidade irá produzir medicamentos genéricos, similares de marca, fitoterápicos e OTC, totalizando 129 apresentações e 64 apresentações de produtos genéricos, estes em 29 diferentes substâncias ativas. A empresa iniciou atividades no Brasil há cinco anos, com um pequeno laboratório em São Paulo que empregava 65 funcionários. Não está previsto, por enquanto, a desativação da unidade em São Paulo, embora alguns funcionários estejam sendo removidos para Cambé.''O Brasil é um mercado grande. Temos confiança no Brasil e a desativação em São Paulo vai depender da reação do mercado'', concluiu Nordmann.

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