Kraw PenasLuis Fernando Farah é o dono da Bio Fill e inventor do curativoDepois de anunciar que poderia deixar o Estado e até o País como alternativa para não ter que fechar as portas, a empresa curitibana Bio Fill Produtos Biotecnológicos vai se transferir para Londrina. A empresa, que ficou conhecida em todo o setor médico por ter desenvolvido um curativo inédito para recompor a pele, se uniu ao grupo londrinense Herbitécnica. A Bio Fill e a Herbitécnica criaram a empresa Fibrocel, que passará a ser responsável pela industrialização do produto.
Com um investimento de R$ 3 milhões, a Fibrocel assumiu os ativos e passivos da Bio Fill e zerou o endividamento que a empresa acumulou durante os anos que esteve instalada em Curitiba. Segundo o dono da Bio Fill e inventor do curativo, Luiz Fernando Farah, a empresa estava com uma dívida que se aproximava de R$ 1,5 milhão. O grupo Herbitécnica ficou com o controle da empresa, detendo 51% da participação acionária.
A transferência da Bio Fill para Londrina vai se dar aos poucos, até que fiquem prontas as novas instalações. Farah acredita que a Prefeitura de Londrina encontrará um terreno apropriado para a instalação da fábrica até o início do ano. A área deverá ter 2,5 mil metros quadrados. A empresa trabalhará com 50 empregados.
A negociação entre os responsáveis pela Bio Fill e pela Herbitécnica durou pouco mais de seis meses. Quando Farah procurou o grupo londrinense, ele cogitava vender toda sua empresa para um laboratório canadense. Chegou até a assinar um protocolo de intenções com os empresários canadenses, admitiu. O governo do Rio Grande do Sul também tentou levar o laboratório para Porto Alegre, mas o acordo acabou não dando certo.
O curativo desenvolvido pela Bio Fill foi reconhecido pela comunidade médica internacional e tem recebido diversos prêmios, entre eles o título da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, com sede na Suíça. Farah foi homenageado pela importância do invento e pela contribuição à atividade inventiva. O Bio Fill permite a recomposição da pele em tempo recorde, além de proteger a área lesada de contaminação. O produto já foi patenteado em 20 países e concorre diretamente com o band-aid.
Hoje, o mercado mundial de curativos movimenta R$ 4,5 bilhões por ano. A previsão de Luiz Fernado Farah é que haja um retorno financeiro de R$ 50 milhões, a partir do quarto ano de produção. A meta da empresa é abocanhar até 5% da fatia do mercado num prazo de quatro anos.

mockup