Hauly alerta para concorrência
Presente ao debate sem compor a mesa, o secretário estadual de Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB), garantiu à reportagem que o governo Beto Richa apoia o Arco Norte e que Londrina pode esperar até o fim da gestão, pelo menos, a duplicação da PR-445, no trecho urbano. Mas fez um alerta: ''Os empresários do Norte do Paraná que têm interesse na carga aérea têm de correr porque a concorrência é forte no Estado. Todas as regiões estão interessadas no mesmo tipo de aeroporto e há quem diga que não caberiam dois de tamanha envergadura no Paraná'', ressaltou.
O secretário cobrou a iniciativa privada da região. ''É preciso sair do discurso e ir para a prática. Existem empresas do Norte do Paraná que poderiam se associar a grandes investidores para poder viabilizar a proposta'', afirmou.
Também presente ao evento, o deputado federal André Vargas (PT) usou o microfone para, igualmente, cobrar mais empenho dos empresários locais e do governo do Estado. Segundo ele, somente o estudo de viabilidade do Arco Norte custaria em torno de R$ 2 milhões. ''Conhecendo a presidente Dilma (Rousseff) como eu conheço, ela quer mais que uma ideia'', declarou. Sem estar configurada a viabilidade econômica da empreitada, segundo ele, o governo federal não vai discuti-la.
Em entrevista coletiva, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, reclamou que a economia do Estado está muito concentrada na região de Curitiba. Para ele, o Arco Norte é uma ''semente que está sendo plantada hoje e que vai brotar nos próximos 20 anos''.
Benvenho pediu o empenho do governo do Estado para realizar o projeto de viabilidade econômica. Questionado se os empresários locais colocariam dinheiro para ajudar nesse processo, ele afirmou que somente os interessados em explorar o aeroporto no futuro. ''Nós temos empresas que estão dispostas a ajudar, mas elas só vão fazer isso quando estiver estabelecido um modelo de governança para o Arco Norte'', afirmou. (N.B.)





