Harley terá montadora no País
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de julho de 1998
Agência Folha 
Arquivo FolhaMoto Harley-Davidson: marca terá no País primeira fábrica fora dos EUAA norte-americana Harley-Davidson instalará em Manaus sua primeira montadora de motocicletas fora dos Estados Unidos, associada ao empresário paulista Paulo Izzo, seu representante no Brasil. O investimento fixo é de US$ 3,1 milhões, com utilização de 66 pessoas em mão-de-obra direta e indireta. A produção será de 1.000 motos (primeiro ano), 2.500 (no segundo) e 4.125 (no terceiro).
O projeto de implantação da empresa, que começará a operar na região em 1999, foi aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). O projeto da Harley-Davidson do Brasil Ltda. foi negociado com a Suframa com muita discrição. Temos um contrato de confidencialidade e não podemos fornecer informações, disse Cláudia Lopes Bernardino, consultora da empresa emManaus.
A Agência Folha teve acesso ao projeto no qual a empresa manifesta a intenção de produzir motocicletas de 800 ou mais cilindradas, destinadas principalmente para atender o mercado brasileiro, e também visualiza no futuro a possibilidade de exportação para o Mercosul e o resto do mundo. As potencialidades apresentadas pelo Brasil e o potencial do Mercosul levaram o grupo empreendedor a optar por construir sua unidade em algum país da América do Sul, afirma a Harley-Davidson.
A empresa cita as recentes transformações na economia, a queda da inflação e a relativa estabilidade econômica como fatores decisivos para instalação da fábrica no Brasil.
Outros fatores foram a oferta de incentivos fiscais por parte do governo federal (isenção do IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados e a redução do Imposto de Importação para aquisição de máquinas e equipamento), além dos incentivos por parte do governo estadual. A Harley-Davidson pretende realizar investimentos para consolidar uma rede de distribuição e vendas de seus produtos em aproximadamente 20 localidades brasileiras. O objetivo é conquistar uma participação em 20% para os modelos acima de 750 cilindradas até o ano 2003.


