Hábito prejudica circulação
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
As moedas de pequeno valor, que são substituídas por balas e chicletes na hora do troco estão no bolso do cliente. A opinião é do tesoureiro da Caixa Econômica Federal Luís Carlos Martins, de Londrina. Moedas de R$ 0,10, R$ 0,05 e principalmente de R$ 0,01 são as que mais fazem falta. Na opinião de Martins, a falta de hábito dos brasileiros, que não gostam de carregar moedas, dificulta a circulação.
Segundo Martins, muitos clientes procuram a agência local da Caixa para trocar moedas por notas de papel. Só aceitamos se for como depósito, afirmou. Martins informou ainda que as máquinas caça-níquel também são responsáveis pelo sumiço das moedas. Entretanto, o tesoureiro admitiu que o problema existe. Este ano houve corte no orçamento da União, de cerca de 60%, para fabricação de moedas.
O encarregado de caixas do Banestado Gilberto Nogueira disse que a agência local recebe muitos depósitos de feirantes e poupadores. Isso alivia o troco. No supermercado Carrefour, uma funcionária ligada à direção informou que não faltam moedas . Se tivermos que voltar R$ 0,01 ou R$ 0,02, voltamos R$ 0,05, afirmou. Na Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), com o valor do passe de ônibus a R$ 1,00, o troco também não tem sido problema.


