São Paulo - Comprar em parcelas pode ser ou não um bom negócio para o consumidor. E só quem for atento e pesquisar bastante vai acabar optando pela melhor compra, segundo especialistas.
Para o consultor Alessandro Galvão, da Botton Line Solutions, o brasileiro não tem o hábito de calcular o preço final do produto. ''São resquícios da cultura inflacionária. Se o consumidor calculasse, veria que na maioria das vezes a compra parcelada encarece o preço final da compra.''
Ele acredita que esse tipo de compra pode ser vantajosa por questões de fluxo de caixa. ''Ela dá maior poder de compra em um mês'', explica ele. Mas, no longo prazo, se torna muito mais cara.
Em um parcelamento de 12 meses, por exemplo, Galvão alerta que o consumidor pode acabar pagando, ao final, duas vezes e meia o valor original do produto. Por isso, ele recomenda muita pesquisa antes de concluir a compra.
Na hora de negociar, a dica do advogado especialista em defesa do consumidor Eduardo Gouvêa é procurar os estabelecimentos pequenos. ''Neles, é mais fácil negociar condições para que o parcelamento fique mais favorável'', explica, fazendo comparação com as grandes redes. Isso vale, segundo ele, para negociar a quantidade de parcelas e a taxa de juros.
O advogado acredita que é melhor fazer uma compra parcelada do que comprar à vista e entrar no cheque especial. ''Os juros do comércio são bem mais razoáveis.'' (AE)

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