A Caixa Econômica Federal anunciou ontem, no final da tarde, que o programa ''Minha Casa, Minha Vida'' vai atender, prioritariamente, os municípios com mais de 100 mil habitantes. A informação foi repassada às superintendências regionais do banco em todo o Brasil por meio de audioconferência. O programa foi lançado segunda-feira e tem o objetivo de construir um milhão de residências para famílias de baixa renda até o ano de 2011. Mas ainda na segunda-feira à noite o governo estendeu o programa a todos os municípios, independente do número de habitantes.
O superintendente regional da Caixa em Londrina, Roberto Luiz Bachmann, que participou da audioconferência, disse que os municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes poderão ser atendidos, mediante condições especiais, como registrar um crescimento demográfico provocado por grandes obras de infraestrutura (tais como rodovias, usinas, portos e aeroportos), ter déficit habitacional ou crescimento vegetativo acima da média do Estado, e demanda causada por calamidades públicas, como a enchente que atingiu o Estado de Santa Catarina há alguns meses.
Bachmann informou ainda que a relação dos municípios contemplados e o número de unidades em cada um deve ser divulgada pelo Ministério das Cidades até o dia 22 deste mês.
Sonho antigo
O anúncio oficial do novo programa de habitação reavivou o sonho da casa própria para dezenas de pessoas em Londrina. Mais de 200 pessoas procuraram a Cohab, Companhia de Habitação, para preencher as fichas de inscrição nos últimos dias.
O presidente da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, afirma entretanto que a prioridade será para as pessoas que já tenham cadastro no órgão. Segundo ele, Londrina tem um déficit de cerca de 10 mil habitações para famílias com renda de até seis salários mínimos.
Afonseca não se mostrou preocupado com o fato de o Estado do Paraná ter sido contemplado com apenas 44 mil unidades, o que daria um número relativamente pequeno para os municípios enquadrados no programa. ''Esse número é flexível e depende muito da contrapartida que cada município venha a oferecer'', afirmou, confiante. O presidente da Cohab de Londrina participou da reunião em Brasília para lançamento do programa no final de março.
Segundo ele, não haverá problemas para a construção de novos conjuntos habitacionais em Londrina porque o órgão tem condições de compra de terrenos de acordo com a necessidade. E acrescentou que os projetos devem ser definidos pela nova administração municipal, que assume no começo de maio.

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