Habilitação de celular fecha agosto em alta
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quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Graziella Valenti<br> Agência EStado 
São Paulo - O número de telefones celulares no Brasil registrou aumento líquido de 2,368 milhões de unidades, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com isso, a base de celulares no País passou de 76,558 milhões em julho para 78,947 milhões no mês passado.
Agosto, com a campanha de Dia dos Pais, passou a ser o segundo melhor mês de 2005 em habilitações, perdendo apenas para maio, quando houve a promoção para Dia das Mães e sua continuidade para o Dia dos Namorados.
No total, foram registradas 13,341 milhões de novas habilitações em 2005. Os terminais pré-pagos continuam a ganhar espaço. Do total de acessos móveis em serviço, 64,085 milhões (ou 81,18%) são pré-pagos. Os outros 14,861 milhões (ou 18,82%) são habilitados em planos de serviço pós-pagos.
A taxa de penetração subiu para 42,85%, um aumento de 2,96% em relação a julho e de 16,98% em relação a dezembro de 2004.
Ranking - De acordo com a Anatel, a Vivo permanece na liderança do mercado brasileiro de telefonia móvel, com 36,47% de participação. Mas a companhia perdeu espaço em relação aos 37,28% de julho. Houve também redução do mercado da Telemig Celular e da Amazônia Celular, de 5,54% para 5,36%, e da CTBC Telecom Celular, de 0,45% para 0,44%.
A TIM mantém a segunda colocação e ampliou sua vantagem sobre a Claro. A participação de mercado da empresa italiana passou a 22,81% em agosto, ante aos 22,43% em julho. A Claro também elevou sua participação no mercado, mas em velocidade inferior, passando de 21,47% em julho para 21,68% no mês passado.
Também registraram crescimento a Oi, da Telemar (de 10,76% para 11,05%) e a BrT GSM (de 1,96% para 2,08%). A Sercomtel manteve os índices de julho: 0,45%.
Tecnologia - A Tecnologia GSM lidera o mercado, com 37,043 milhões de acessos (46,92% do total), seguida da tecnologia CDMA, com 22,552 milhões (28,57%); e TDMA, com 19,181 milhões (24,30%). A tecnologia analógica AMPS possui apenas 170.215 acessos (0,22% do total).
Entre as unidades da federação brasileira, as maiores teledensidades são: Distrito Federal (117,73), Rio Grande do Sul (61,7), Rio de Janeiro (59,21), Mato Grosso do Sul (57,77), Santa Catarina (50,76), Mato Grosso (49,88), São Paulo (48,77), Goiás (47,68) e Paraná (45,99), todos com índices superiores à teledensidade média do Brasil, de 42,85.
As maiores taxas de crescimento foram registradas nos estados da Paraíba (6,70%), Rio Grande do Norte (6,10%), Tocantins (5,69%), Bahia (5,55%), Sergipe (5,45%), Ceará (5,45%), Pernambuco (5,43%), Alagoas (5,14%) e Piauí (5,11%), todos com crescimento superior ao dobro do que o do Distrito Federal (2,20%). Destes, o maior crescimento em 2005 foi o do Piauí (35,07%).
Das regiões geográficas, a liderança está com o Centro-Oeste (62,46), seguida pelas regiões Sul (53,34), Sudeste (48,25), Norte (31,4) e Nordeste (27,31). Esta última continua registrando as maiores taxas de crescimento na teledensidade. Nos últimos 8 meses o aumento foi de 28,10% contra os 17,6% registrado pela região Centro-Oeste. No último mês, o crescimento foi de 5,4%, mais que o dobro registrado pelas regiões Centro-Oeste (1,94%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,57%). O Norte registrou aumento de 2,57%.


