Cu­ri­ti­ba – A gri­pe A (H1N1) tem pro­vo­ca­do efei­tos di­fe­ren­tes nos vá­rios se­to­res da eco­no­mia. De um la­do fa­bri­can­tes de ál­cool gel, far­má­cias e vi­deo­lo­ca­do­ras es­tão fa­tu­ran­do e de ou­tro tea­tros, ci­ne­mas, shop­pings e res­tau­ran­tes co­me­çam a amar­gar com per­das de mo­vi­men­to e ven­das.
  A Co­ca­mar Coo­pe­ra­ti­va Agroin­dus­trial, de Ma­rin­gá, te­ve um cres­ci­men­to de 80% na pro­du­ção e nas ven­das de ál­cool gel em ju­lho com­pa­ra­do ao pri­mei­ro se­mes­tre de 2009. A em­pre­sa não ci­ta vo­lu­mes, no en­tan­to a pre­vi­são é que a pro­cu­ra pe­lo pro­du­to au­men­te ain­da ­mais. De acor­do com in­for­ma­ções da as­ses­so­ria de im­pren­sa, a coo­pe­ra­ti­va tem ca­pa­ci­da­de pa­ra dar su­por­te à ex­pan­são da de­man­da. As ven­das do ál­cool lí­qui­do cres­ce­ram 15%. Foi ne­ces­sá­rio a em­pre­sa se rees­tru­tu­rar pa­ra aten­der a to­dos os clien­tes que es­tão prin­ci­pal­men­te nos ­três Es­ta­dos do Sul e em São Pau­lo. A coo­pe­ra­ti­va tem 6,2 mil coo­pe­ra­dos e 46 ­anos no mer­ca­do.
  A re­de de far­má­cias Nis­sei re­gis­trou um au­men­to de 20% a 30% nas ven­das de to­dos os pro­du­tos que es­tão re­la­cio­na­dos à gri­pe co­mo len­ços de pa­pel, pro­du­tos a ba­se de pró­po­lis e me­di­ca­men­tos co­mo an­ti­gri­pais, xa­ro­pes e an­ti­bió­ti­cos. ‘‘O ál­cool gel e as más­ca­ras ti­ve­ram uma ex­plo­são de ­consumo’’, dis­se o pre­si­den­te da re­de, Sér­gio Maeo­ka. Se­gun­do ele, ­eram ven­di­das cer­ca de 1 mil uni­da­des de ál­cool por mês. Ho­je, são 5 mil uni­da­des. As más­ca­ras sim­ples­men­te não ti­nham pro­cu­ra an­tes pan­de­mia. Na úl­ti­ma ter­ça-fei­ra, a re­de re­ce­beu um no­vo es­to­que de ál­cool que, se­gun­do ele, aca­ba sen­do su­fi­cien­te ape­nas pa­ra ­dois ­dias.
  A al­ter­na­ti­va que é ofe­re­ci­da pa­ra os clien­tes é a ma­ni­pu­la­ção do ál­cool gel que tem um cus­to ­mais sal­ga­do e sai por R$ 25 a R$ 30 ca­da re­ci­pien­te de 500 ml. Se­gun­do ele, ain­da ha­via más­ca­ras no de­pó­si­to que são co­mer­cia­li­za­das a R$ 2 o con­jun­to de cin­co uni­da­des. ‘‘O pi­co de con­su­mo acon­te­ceu nas ­duas úl­ti­mas se­ma­nas com o tem­po ­frio e a ­chuva’’, dis­se. Ele acre­di­ta que, mes­mo com a me­lho­ra do cli­ma, as ven­das de­vem con­ti­nuar aque­ci­das nos pró­xi­mos 15 ­dias.
  Na ân­sia de en­con­trar os pro­du­tos, o con­su­mi­dor po­de aca­bar pa­gan­do ­mais ca­ro. A más­ca­ra, por exem­plo, é ven­di­da em Cu­ri­ti­ba por pre­ços co­mo R$ 0,30 ca­da, R$ 1 a uni­da­de ou R$ 10 uma cai­xa com 50 uni­da­des.
  Ou­tro se­tor que es­tá com mo­vi­men­to ­maior por con­ta da gri­pe são as vi­deo­lo­ca­do­ras. Na Ví­deo Um, em Cu­ri­ti­ba, o vo­lu­me de lo­ca­ções te­ve um cres­ci­men­to de 20% nas úl­ti­mas ­duas se­ma­nas, es­pe­cial­men­te de ­DVDs in­fan­tis e nos fi­nais de se­ma­na. O ge­ren­te da lo­ca­do­ra, Rô­mu­lo Li­ma, acre­di­ta que as pes­soas dei­xa­ram de ir tan­to ao ci­ne­ma. Ou­tro fa­tor que mo­ti­vou o au­men­to do mo­vi­men­to foi a ex­ten­são das fé­rias es­co­la­res nas re­des pú­bli­ca e par­ti­cu­lar.
  Por ou­tro la­do, os ci­ne­mas já co­me­çam a ter os efei­tos da re­du­ção de pú­bli­co. Nas cin­co sa­las do gru­po Uni­ban­co Art­plex, lo­ca­li­za­das no Shop­ping ­Crystal, na Ca­pi­tal, o flu­xo de pes­soas ­caiu 30%, de acor­do com in­for­ma­ções da ge­ren­te de mar­ke­ting do shop­ping ­Lylian Var­gas.
  Nas sa­las de re­de UCI que es­tá pre­sen­te nos Shop­pings Es­ta­ção e Pal­la­dium, em Cu­ri­ti­ba, o mo­vi­men­to con­ti­nua nor­mal. A pre­vi­são é que se a doen­ça en­trar no es­tá­gio 3 (fe­cha­men­to de shop­pings e su­per­mer­ca­dos) po­de ocor­rer uma re­du­ção brus­ca de pú­bli­co.

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