Há geração de empregos, mas informalidade preocupa
Curitiba - Uma preocupação no Paraná é o alto índice de informalidade. Em 2008, 44,3% dos ocupados eram informais, segundo dados apresentados ontem pelo economista do Dieese, Sandro Silva. No ano passado, foram gerados 110.903 empregos no Estado e, caso não existisse a crise, seria o melhor ano na geração de vagas. Do ponto de vista do emprego, o Paraná sentiu menos a crise devido à diversificação da economia. No entanto, em 2009 já foram gerados 55% menos empregos neste ano que em 2008.
Ele disse que, a partir do segundo semestre deste ano, iniciou uma recuperação mais forte do emprego. Até setembro, foram criadas 75.610 vagas e previsão é fechar 2009 com 70 mil a 75 mil novos empregos.
Segundo Silva, a taxa de desemprego no Brasil está caindo. O crescimento do PIB é um grande alavancador para isso. No próximo ano, a previsão do mercado é que o PIB cresça 4,83%, o que pode trazer uma aceleração nos empregos, retorno da tendência de redução do desemprego e a continuidade da recuperação da renda dos trabalhadores.
Ele acredita que os principais desafios ainda são a alta informalidade, a grande rotatividade com 35,6% dos trabalhadores formais com menos de um ano de emprego em 2008, e os baixos salários. No mercado formal, mais da metade dos trabalhadores ganhavam menos que dois salários mínimos no ano passado.
Investimentos
As perspectivas de crescimento dos EUA não são boas. A afirmação é do economista do Paraná Banco, Leonardo Deeke Boguszewski. Ele destacou que o descolamento do Brasil da crise nunca existiu. Para 2010, acredita em elevação da Selic, apesar de o País ter ''a faca e o queijo na mão'' para reduzir os juros.
Ele enfatizou ainda que a bolsa de valores foi vista por muito tempo como um ''cassino'', uma ''loteria'' e lembrou que a desvalorização dos papéis na crise de 1999 foi maior que em 2008. Boguszewski disse que quem aplicou na bolsa em 1994 até agora, teve um ganho de 1.381%. Neste período, menos de 10% do tempo houve rentabilidade negativa para quem escolheu aplicar em ações.
Outro problema, segundo Luiz Fayet, é que o grau de endividamento da população brasileira já chega a 40% do PIB e entra no orçamento familiar de subsistência. ''Estamos construindo uma bolha de endividamento no Brasil'', disse Gilmar Lourenço. (A.B.)





