Londrina - Um ano e oito meses após dar início à operação de telefonia fixa como empresa espelho na Região II (Centro-Sul do País), a Global Village Telecom (GVT) anunciou, esta semana, sua entrada na disputa pelo mercado corporativo (atendimento direto a empresas) de São Paulo. A operadora atua em 54 cidades dos Estados do Sul, Centro e Norte do Brasil e conseguiu, em junho, a licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) de abrangência nacional, concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo a direção da GVT, com a licença a operadora foi a primeira do País a sair para disputar o mercado corporativo fora de sua região de origem. A empresa reuniu empresários e imprensa em São Paulo, na última quinta-feira, para anunciar a abertura de um ponto de presença (POP) na capital paulista, onde estão instalados equipamentos para conectar os clientes com as cidades onde atua e informar que também será a primeira operadora a disponibilizar a tecnologia NGN (Next Generation Networks ou Redes de Próxima Geração), que
integra transmissão de voz, dados e imagem numa única plataforma e está disponível em apenas 10 países.
O vice-presidente da GVT para o mercado corporativo, Marcelo Seguchi, informou que do total de tráfego entre a Região II e São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, 67% são ligações destinadas a São Paulo. ''Estamos trabalhando para capturar um percentual desse mercado'', comentou, sem citar números. O próximo alvo da GVT será o mercado corporativo do Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Segundo o diretor de marketing da empresa, Rodrigo Dienstmann, o mercado corporativo é o que mais cresce hoje. Das 400 mil linhas da GVT, 85 mil são corporativas, representando 40% do faturamento da operadora. Disponibilizando a tecnologia NGN e conquistando novos mercados, a expectativa da GVT é aumentar o faturamento em 20% até o final do ano que vem a previsão até o final deste ano é de R$ 380 milhões.
A GVT já solicitou à Anatel autorização também para atender também o mercado residencial de São Paulo, longa distância nacional e internacional. A expectativa do presidente da operadora, Amos Genish, é que a licença seja liberada em dois meses.
Para se instalar no mercado de São Paulo, a GVT investiu R$ 10 milhões e está transportando tráfego até a capital paulista por meio de parceria com a Geodex Communications do Brasil, provedora de serviços de transmissão de dados e infra-estrutura de redes.
Amos Genish afirmou que a GVT conseguiu escapar da crise que afeta o setor de telecomunicações, por não ter superdimensionado o mercado e ter feito investimentos de acordo com a necessidade. ''Temos uma posição sólida. Nosso Ebtda (lucro operacional) se tornou positivo em junho, em apenas 18 meses de atuação no mercado, o que é raro ocorrer com outras empresas do ramo'', comentou. O Ebtda, segundo ele, deve crescer na proporção de 10% ao mês, chegando ao final do ano a 24% das receitas anuais.
A repórter participou da coletiva em São Paulo a convite da GVT.

mockup