Cláudia Lopes
De Londrina
A Global Village Telecom (GVT) está realizando uma concorrência privada para a compra de equipamentos, materiais e serviços de infra-estrutura. Os interessados podem enviar suas propostas à empresa até o próximo dia 5. Os equipamentos e materiais vão ser usados nas 187 estações rádio-base e 24 centrais de comutação que serão implantadas pela GVT nos próximos anos.
Formada pela holandesa NV e pelas americanas Comtsh e RSL, a GVT é a empresa ‘‘espelho’’ da Tele Centro Sul, ou seja, a concorrente na área da telefonia fixa da Telepar (Paraná), Sercomtel (Londrina) e demais operadoras que atuam nos nove estados brasileiros e distrito federal, denominados pela Agência Nacional de Telecomunicações como região 2.
A sede provisória da empresa funciona em Curitiba desde novembro passado. Até o final deste ano, a GVT entrará em operação em 24 cidades de seis estados do País e Distrito Federal – menos Rondônia, Acre e Tocantins. Entre os municípios onde a empresa vai oferecer os primeiros serviços estão Curitiba, Londrina e Maringá. A GVT deve investir US$ 300 milhões no Paraná de um total de US$ 600 milhões que serão distribuídos nos demais estados.
No Paraná, a operação será feita pela infovia da Companhia Paranaense de de Energia (Copel). ‘‘Assinamos o contrato com a Copel na semana passada’’, disse Carlos Gloger, diretor jurídico da GVT. Com 100 funcionários em Curitiba, a empresa ainda não definiu os municípios onde vai instalar a sede definitiva e suas duas regionais. A empresa também negocia parcerias com companhias de energia elétrica de outros estados. ‘‘Estas parcerias poderão antecipar o início da operação da GVT’’, disse Gloger.
Anteontem, a empresa assinou um contrato de interconexão com a Embratel, que vai viabilizar os interurbanos. ‘‘Também estamos negociando um contrato de interconexão com a Sercomtel, de Londrina’’, contou Gloger. Através deste acordo, os usuários da Sercomtel poderão telefonar para os usuários da GVT e vice-versa, nas ligações locais ou interurbanas.
Os valores das tarifas da nova operadora ainda não foram definidos. ‘‘Mas o consumidor vai contar com o que há de mais moderno em telecomunicações. Um dos serviços será internet de altíssima velocidade’’, enfatizou Gloger, que evita falar sobre as metas da empresa. ‘‘São todas informações confidenciais, por serem estratégicas’’.
Há dois meses, a GVT realizou uma concorrência para os interessados em participar da construção da rede de telecomunicações na região 2. A empresa recebeu mais de 100 propostas de grupos paranaenses, nacionais e estrangeiros. ‘‘Estamos em fase de análise. Vamos começar a construir nossa própria rede assim que definirmos os fornecedores’’, disse Gloger. Pelo acordo com a Anatel, a GVT tem que lançar uma concorrência privada toda vez que a contratação de um serviço tiver valor superior a R$ 1 milhão. A RFP (request for proposal) para os interessados em ser fornecedor da empresa consta no site da internet no endereço www.gvtele.com.br.

ÁREA DE ATUAÇÃO DA GVT
- Região de atuação abrange Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantis, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal
- Empresa vai operar em 24 cidades até o final deste ano em seis Estados, além do Distrito Federal – menos no Acre, Rondônia e Tocantins
- Sede provisória funciona em Curitiba desde novembro passado e tem 100 funcionários.
- Operadora terá sede e duas regionais no Brasil
- GVT é formada pela empresa holandesa NV e pelas americanas Comtsh e RSL

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