A Global Village Telecom (GVT), empresa-espelho de telefonia fixa, vai investir US$ 1 bilhão nos próximos três anos para construir a sua rede de comunicações e começar a operar em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. O anúncio foi feito ontem em Curitiba pelo presidente da empresa, Shaul Shani, que evitou detalhar programas, cronogramas e estratégias, para não abastecer a concorrência.
Shani disse que, seguindo o compromisso firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até o final deste ano a GVT estará operando em 24 cidades, entres as quais seis do Paraná. Até 2002 a empresa brangerá 89 municípios, chegando-se, então, ao investimento de US$ 1 bilhão. Ele informou ainda que não haverá matriz da operadora, mas sim três pontos gerenciais no Brasil, em Curitiba, Porto Alegre e Brasília.
Além da estrutura na capital paranaense, a empresa vai instalar também uma sede para atendimentos – o ‘‘call center’’ – em Maringá. Será o principal ponto de atendimento aos clientes no País, que empregará, a princípio, cerca de 40 profissionais. O vice-presidente de marketing da GVT, Stuart Graham, disse que a cidade foi escolhida em função da infra-estrutura e em virtude de incentivos concedidos pelo governo estadual. Os incentivos, segundo o diretor jurídico, Carlos Gloger, ‘‘são confidenciais’’.
Os diretores anunciaram também os acordos com fornecedores, que possibilitarão a instalação da primeira rede de comunicações de dados e voz 100% integrada no Brasil. Um dos principais contratos é com a Nortel Networks, no valor de US$ 240 milhões, para a oferta de soluções globais de comunicação, transmissão, infra-estrutura de rede e acesso ao usuário para a comunicação global. A GVT firmou também contrato de US$ 165 milhões com a ECI, de Israel, para fornecer soluções WLL (Wireless Local Loop). A Harris Communication fornecerá o sistema de rádio por US$ 25 milhões. Foi fechado também contrato de US$ 50 milhões com a Hewlett Packard, que fornecerá o centro de dados e a rede corporativa.
O presidente da empresa, Shaul Shani, não revela investimentos específicos, mas não esconde que a Internet – a rede mundial mundial de computadores – é uma das prioridades. Também não dá dicas sobre valores de tarifas. ‘‘Nosso objetivo é ser o primeiro e o número um na oferta de melhores serviços de tecnologia’’, salienta, destacando que em termos de competitividade ‘‘ o preço é um dos pontos, mas a qualidade dos serviços’’ é fundamental.

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