Agência Estado

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DemissionárioGustavo Loyola, que anunciou ontem sua saída da presidência do Banco CentralO ministro da Fazenda, Pedro Malan, anunciou ontem a demissão do presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, e sua substituição pelo atual diretor de Assuntos Internacionais da instituição, Gustavo Franco. Malan disse que Loyola deixou o cargo por motivos ‘‘estritamente pessoais’’ e porque considera comprida a sua principal missão no BC: a modelagem e condução do processo de reestruturação do sistema financeiro.
Loyola permanece no cargo até que o Senado aprove a indicação de Franco para sucedê-lo. Ainda não está definido o nome de quem ocupará a vaga que será aberta na Diretoria de Assuntos Internacionais. Loyola não quis dizer quais são os motivos pessoais que levaram à sua demissão. ‘‘Se eu revelar os motivos, eles deixam de ser pessoais’’, afirmou.
O ministro da Fazenda negou que a condução do Franco à presidência do BC abra espaço para que a política externa do País seja alterada pela pessoa que vier a ocupar a Diretoria de Assuntos Internacionais. ‘‘Não haverá qualquer mudança na política cambial, seja quem quer que ocupe o cargo’’, disse Malan. Ele afirmou que vai discutir com a direção do BC a indicação do nome que vai suceder Franco.
O ministro se recusou a falar sobre possíveis sucessores na diretoria. ‘‘É prematuro. Vamos falar com franqueza. É uma absoluta perda de tempo especular sobre se quem vai substituir Franco vai manter a política cambial. Não vamos perder tempo com bobagens.’’
O diretor de Assuntos Internacionais é considerado o maior defensor, dentro do governo, da atual política externa. Por essa política, os resultados negativos nas contas externas (importações menos exportações, pagamento de juros, gastos com turismo internacional, entre outros) não comprometem a estabilidade econômica, caso haja financiamento por capital estrangeiro.
Loyola permaneceu dois anos e três meses no cargo e, segundo Malan, sua saída é uma ‘‘perda irreparável’’ dentro da equipe econômica. ‘‘Essa perda é parcialmente compensada porque o nome indicado desempenhou papel chave no desenho e condução do Plano Real’’, disse Malan. Loyola disse que ainda não sabe se vai retornar à iniciativa privada. ‘‘Não tenho planos para o futuro e pretendo descansar um pouco’’, disse.

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