Gustavo Franco minimiza efeitos da crise e nega novo pacote fiscal
Gustavo Franco minimiza efeitos
da crise e nega novo pacote fiscal
Agência Folha
Arquivo FolhaMetáforaO presidente do BC, Gustavo Franco: Não somos um barquinho num mar de turbulênciasOscilações como as registradas pela Bolsa de São Paulo na última quarta-feira, em resposta ao aumento de juros na Rússia, afetam muito pouco a vida real, disse ontem o presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Naquele dia, a Bovespa chegou a registrar queda de 4,9% durante o pregão, mas fechou em alta de 3,3%. Não somos um barquinho em um oceano de turbulências, disse Franco. Há efeitos (dessas turbulências no mercado internacional) para o País, claro, mas não assim como se fala.
Ele negou que o BC tenha outro pacote de medidas com vistas à contenção do déficit fiscal. Isso é fofoca, informação descabida. Disse apenas que o governo tem sempre medidas em estudo - Somos todos muito estudiosos -, que serão apresentadas quando ficarem prontas. A intenção do governo, segundo Franco, é deixar sinais claros sobre o futuro em algumas áreas-chave, citando as reformas trabalhista, tributária e previdenciária.
Franco esteve no Rio, ontem, para a posse da nova diretoria da Associação e do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro, em que foi homenageado. Ele não quis falar sobre a suposta intervenção do governo em diferentes mercados, para segurar a cotação dos títulos brasileiros.
Evitou também comentar a possibilidade de as reservas internacionais - hoje em torno de US$ 74,5 bilhões - começarem a cair nos próximos meses, conforme previsão do diretor de Assuntos Internacionais do BC, Demósthenes Madureira de Pinho Neto.
Durante seu discurso para um público composto de banqueiros e profissionais do sistema bancário, Franco defendeu as privatizações. Para ele, trata-se da resposta ao desafio de fazer o país crescer, reduzindo a despesa pública.
Disse ainda que o Estado não precisa estar em áreas que não são estratégicas, como a petroquímica, a siderúrgica e a elétrica. Franco afirmou também que o processo para a privatização de quatro bancos do Nordeste, de Pernambuco em especial, está adiantado e deve acontecer no segundo semestre. A venda do Bemge, segundo ele, sai até agosto, e a do Banespa, ainda este ano.





