Duas associações canadenses que regulam propagandas - Competition Bureau e Canadian Standards Association - lançaram um guia para orientar anúncios e lançamentos de produtos e serviços ''verdes'' ou sustentáveis.
- A cartilha ''Environmental Claims: A Guide for Industry and Advertisers'' destaca que é preciso evitar informações inexatas, termos generalistas e sugere foco nos detalhes sobre os produtos. Eles desencorajam o uso de termos como ''verde'', ''ambientalmente amigável'', ''natural'' e ''eco'', sem explicar o que isso significa caso a caso. Como exemplo, quando um produto é reciclável, a empresa deve especificar quanto do produto (percentual) é efetivamente reciclável e quais partes entram nesta classificação. Não basta apenas colocar o símbolo de reciclável.
- A Competition Bureau, que atua na regulamentação privada do setor de propaganda e marketing no Canadá (de forma similar ao Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária - Conar, no Brasil), afirma que dará um prazo de transição para as empresas modificarem suas propagandas e embalagens. Mas ressalta que está atenta aos casos de violações extremas e de greenwashing.
Para Ficar de olho
Governo e o consumidor responsável - O Ministério do Meio Ambiente (MMA) brasileiro vem desenvolvendo iniciativas para a produção mais limpa e também para a educação do consumidor. Está em discussão, dentro do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável (CGPCS), um Plano Nacional para Consumo e Produção Sustentável e uma nova Campanha de Consumo Consciente de Embalagens. Entre os temas em debate estão: prevenção, precaução, ecoeficiência, integração, responsabilidade continuada do produtor, direito público de informação, cooperação, controle democrático, responsabilidade e transparência e avaliação externa independente.

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