GUIA DO INVESTIDOR
Fundos de renda fixa tradicionais - como são aplicações prefixadas, perdem um pouco da atratividade agora, pois há dúvidas sobre a velocidade de queda dos juros. Não devem ser descartados, mas oferecem maior risco que há um mês, quando a trajetória de redução das taxas era mais certa
Fundos DI - como há incertezas em relação ao ritmo de redução dos juros, voltam a ser opção atraente, especialmente para o investidor que não quer sobressaltos. São as aplicações mais seguras, por seguir a oscilação dos juros, uma vez que estão atreladas à variação do CDI (título trocado pelos bancos)
Caderneta - é a pior opção da renda fixa, mesmo com a mudança no cálculo da remuneração, que entra em vigor amanhã. Além disso, é aplicação prefixada, o que a torna um pouco mais arriscada no momento. Para quem só pode aplicar por um mês, os fundos de 30 dias são mais indicados
CDBs - como a caderneta e os fundos de renda fixa tradicionais, são aplicações prefixadas. Quem investir nesses papéis precisa ter em mente que o risco aumentou, uma vez que o rendimento é definido de antemão. Se os juros subirem, ou se caírem menos que o rendimento previsto no papel, os fundos DI terão sido melhor opção Fundos cambiais - como a oscilação do dólar deve ser maior do que esperavam os mais otimistas, podem ser alternativa para quem tem dívida corrigida pela moeda norte-americana
Dólar É opção contra-indicada de investimento, mesmo para quem tem dívida em dólar. Os especialistas entendem que é melhor entrar num fundo cambial do que comprar dólar no mercado paralelo. Além de a diferença entre a cotação de compra e de venda ser elevada, há o risco de adquirir papel falsificado
Bolsas - a perspectiva para o investimento em ações é positiva no longo prazo. Por isso, os analistas só recomendam as bolsas para quem pode investir por prazos dilatados. No curto prazo, esses mercados poderão passar por momentos de forte instabilidade, por conta das incertezas externas. O temor de alta dos juros norte-americanos e de que a Argentina tenha de abandonar o câmbio fixa, desvalorizando o peso, aumentam a volatilidade das Bolsas

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