A briga pelo menor preço nos postos de combustíveis de Londrina continua acirrada nesta semana. Depois de abaixarem o valor da gasolina para, em média, R$ 2,59 o litro, muitos postos (a maior parte de bandeira branca) já reduziram o preço do produto para R$ 2,56 neste final de semana. A guerra de mercado é vista pelo Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindicombustíveis) como prejudicial, já que o cenário atual é de alta para todo o setor.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, explicou que o etanol anidro, que faz parte da composição da gasolina, sofreu aumento de 13% neste mês, o que reflete em torno de R$ 0,05 no preço do produto na bomba. Já o etanol hidratado pode sofrer uma redução, mas apenas a partir desta quinzena do mês. ''Hoje, independentemente se o estabelecimento é bandeirado ou não, ele consegue comprar a gasolina na distribuidora por uma média de R$ 2,38. E nenhum posto consegue sobreviver com uma margem inferior a R$ 0,30 por litro comercializado'', comentou ele.
Segundo Fregonese, geralmente esta manobra de queda nos preços está relacionada a fraudes na comercialização do etanol, que, de acordo com as últimas fiscalizações feitas pelo Gaeco, Procon, Receita Federal e Ministério Público, são ligadas a problemas na documentação fiscal do produto. ''Como a margem é grande em cima do álcool, o empresário consegue também subsidiar os preços da gasolina. Sabemos que não há 'almoço grátis' neste setor, o que temos mesmo são fraudes em diversos estabelecimentos de Londrina, o que acontece há muito tempo.''
Fregonese afirmou ainda que os donos de postos que trabalham com grandes distribuidoras conseguem concorrer com os demais por um certo período, o que não passa de algumas semanas. ''As grandes (distribuidoras) como Petrobras, Shell e Ipiranga começam também a sacrificar suas margens porque estão perdendo muito volume na região. Isso é feito por um período bastante curto'', retratou Fregonse.
Além disso, o representante do Sindicombustíveis comentou que maio é mês do dissídio coletivo dos trabalhadores destes estabelecimentos, o que pode gerar custos extras para os donos dos postos. Outro fator é que o governo estima uma alta de pelo menos 10% na gasolina nos próximos meses. ''Londrina já possui uma comercialização mensal abaixo da média nacional, por volta de 142 mil litros por mês contra 169 mil litros do País. Mais um motivo para a comercializaçõa neste valor ser considerada impossível. Não é à toa que a cidade possui alta rotatividade neste setor'', decretou Fregonese.

Imagem ilustrativa da imagem Guerra por mercado pressiona queda de preços de combustíveis
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