Guerra pode quebrar agricultura do Brasil
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Tóquio Caso uma guerra no Iraque se inicie nos próximos dois meses, a agricultura brasileira pode quebrar. A avaliação é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que se reuniu ontem com ministros de outros países em Tóquio para debater, entre outros temas, os efeitos de uma eventual guerra para a agricultura.
Segundo Rodrigues, os produtores nacionais comprarão seus insumos para a próxima safra em maio. Se uma guerra estourar antes, prevemos que haja uma explosão nos preços dos insumos, entre eles os de maquinário e fertilizantes, explica.
Para deixar o cenário ainda mais nebuloso, a previsão é de que a guerra provoque, a curto prazo, uma queda recorde nos preços das commodities agrícolas, o que afetaria os produtores. Com gastos suplementares para comprarem os insumos e com renda prejudicada por uma eventual queda dos preços internacionais de seus produtos, os agricultores acabariam falidos ao final da safra.
Mas, segundo o ministro, se a guerra se mantiver por alguns meses, poderá haver uma demanda maior por alimentos no mercado internacional. Nesse caso, ganharíamos, pois o preço internacional de produtos que exportamos aumentaria e os agricultores teriam uma renda maior no fim do ano, diz.


