Tóquio – Caso uma guerra no Iraque se inicie nos próximos dois meses, a agricultura brasileira pode ‘‘quebrar’’. A avaliação é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que se reuniu ontem com ministros de outros países em Tóquio para debater, entre outros temas, os efeitos de uma eventual guerra para a agricultura.
  Segundo Rodrigues, os produtores nacionais comprarão seus insumos para a próxima safra em maio. ‘‘Se uma guerra estourar antes, prevemos que haja uma explosão nos preços dos insumos, entre eles os de maquinário e fertilizantes’’, explica.
  Para deixar o cenário ainda mais nebuloso, a previsão é de que a guerra provoque, a curto prazo, uma queda recorde nos preços das commodities agrícolas, o que afetaria os produtores. Com gastos suplementares para comprarem os insumos e com renda prejudicada por uma eventual queda dos preços internacionais de seus produtos, os agricultores acabariam falidos ao final da safra.
  Mas, segundo o ministro, se a guerra se mantiver por alguns meses, poderá haver uma demanda maior por alimentos no mercado internacional. ‘‘Nesse caso, ganharíamos, pois o preço internacional de produtos que exportamos aumentaria e os agricultores teriam uma renda maior no fim do ano’’, diz.

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