São Paulo A decisão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de invadir o Iraque implodiu, parcialmente, o projeto Alca (Área de Livre Comércio das Américas). A avaliação é do consultor Carlos Alonso, integrante do Conselho Deliberativo da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE), que trabalhou 36 anos em multinacionais norte-americanas e viveu 23 anos nos EUA.
O governo brasileiro terá dificuldade de explicar à população qual a razão de ter escolhido os Estados Unidos como parceiro preferencial, se considerar a reação antiamericana que toma conta da população mundial, argumenta. Para ele, se a guerra for curta talvez se consiga assinar ''um acordo parcial e temporário, mas dificilmente total ou pleno''.
Alonso observa ainda que os Estados Unidos adotam atitude protecionista com relação aos produtos em que o Brasil é mais competitivo nas exportações, como suco de laranja, açúcar e aço. O consultor diz ainda que o Brasil está se aproximando mais da União Européia (UE), China e Rússia. E esses países tendem a se unir em termos econômicos, distanciando-se dos Estados Unidos. Ele acredita que haverá uma tendência mundial de depender menos das vendas para os Estados Unidos.

mockup