São Paulo - O maior prejuízo para a economia brasileira decorrente de uma guerra mais elástica do que o esperado viria do risco de o conflito aprofundar ainda mais o processo recessivo pelo qual a economia mundial atravessa desde março do ano passado. A avaliação é do economista e sócio da BC Informações Econômicas, Vitor Péricles de Carvalho. Isso, diz ele, vai gerar dificuldades para a negociação de acordos comerciais após a guerra, o que deverá atenuar o crescimento das exportações.
''Por enquanto, a guerra não tem produzido grandes efeitos negativos. E se o preço do petróleo continuar no atual patamar, pode até ser que o País não sofra qualquer impacto direto, mas certamente as dificuldades de negociação de acordos comerciais irão surgir após a guerra'', afirma o economista.
Carvalho ressalta que as exportações não dependem apenas de uma boa taxa de câmbio, mas também da capacidade do mundo em absorvê-las. ''Existe um limite de absorção de exportações por parte dos países'', diz o analista da BC. Para ele, o crescimento de 10% no volume de exportações esperado pelo governo é muito otimista.

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