Curitiba - O coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Administração e Economia de Curitiba (UniFAE), Gilmar Mendes Lourenço, disse que a questão entre o Paraná e o Rio de Janeiro é mais um capítulo da guerra fiscal.
Ele explicou que na década de 60, o governo federal criou incentivos fiscais para as indústrias se instalarem no Nordeste em nome da redução dos desequilíbrios regionais. Na década de 70, os incentivos fiscais foram frequentes no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Com a crise econômica que o País sofreu nos anos 80, os investimentos caíram e os incentivos fiscais foram desativados. Com a Constituição de 1988, os Estados ganharam autonomia fiscal e financeira com o ICMS, principal fonte de arrecadação. Com isso, o Paraná trouxe as montadoras Renault e Volks, a Ford foi para a Bahia e a General Motors para o Rio Grande do Sul.
Entre os anos de 1999 e 2000, a guerra fiscal chegou a tornar-se uma guerra judicial. Os principais estados envolvidos neste conflito foram Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
''Com a guerra fiscal, quem perde é a sociedade como um todo porque os Estados abrem mão de receita pública'', disse Lourenço. Para ele, a guerra só vai acabar com a reforma tributária e com a cobrança do ICMS no destino e não na produção. (A.B.)

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