Guerra fiscal não afasta empresas
Luciana Pombo e
Cláudia Lopes
De Curitiba e Londrina
O vice-presidente de assuntos corporativos, legais e jurídicos da região do Mercosul das empresas Philip Morris, Clodoaldo Celentano, disse ontem que não pretende diminuir o ritmo dos investimentos em Curitiba por causa da guerra fiscal entre os governos de São Paulo e Paraná. A guerra fiscal é um assunto entre governos. É briga de cachorro grande. Nós iremos ficar de fora, afirmou ele.
De acordo com Celentano, a vinda da Philip Morris para o Paraná não foi motivada pelos incentivos fiscais ofertados pelo Estado. Foi uma decisão de negócios. Nada tinha a ver com os incentivos fiscais, declarou. De acordo com ele, a unidade de sucos precisava ser transferida de São Paulo e a de chocolates não tinha a possibilidade de se expandir na unidade paulista.
A unidade de Curitiba custou para a empresa, numa primeira fase, um investimento de cerca de US$ 70 milhões. A previsão é investir cerca de US$ 200 milhões em cinco anos. Temos metas de expansão e não pretendemos colocar o pé no freio agora. Independente dos resultados da guerra fiscal.
DixieO presidente da empresa de embalagens Dixie Toga, Walter Schalka, disse ontem à Folha que vai esperar o desenrolar dos acontecimentos antes de se decidir pela revisão do acordo com o governador Mário Covas, firmado na semana passada, em que a empresa abriu mão de incentivos fiscais do programa Paraná mais Emprego. Vou esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre as ações diretas de inconstitucionalidade, protocoladas pelo governo de São Paulo na quinta-feira, afirmou Schalka. Mas se o governo de São Paulo ganhar na Justiça, o pacto federativo será quebrado.





