Rio - Os prejuízos na exportação do aço brasileiro, a partir das medidas protecionistas americanas, afetarão a balança comercial e o esperado superávit de 2002. Apesar das projeções de perdas de US$ 410 milhões do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) a curto prazo, o impacto imediato neste ano deverá ficar ao redor de US$ 200 milhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), o que encolheria potencialmente o saldo comercial projetado pela entidade de US$ 4,1 bilhões para US$ 3,9 bilhões.
O problema do aço vem na sequência da crise argentina, que já havia levado à revisão de parte da performance da balança. Foi o caso da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), que, em janeiro, já havia revisado o saldo de US$ 4 bilhões para US$ 3,5 bilhões em 2002. ‘‘Para manter este superávit, que é fundamental para o Brasil, será preciso haver compensação com outros produtos’’, disse o professor Antônio Côrrea Lacerda, presidente da Sobeet, referindo-se ao problema do aço.
Na conta do IBS, o País perderá, de cara, os US$ 115 milhões exportados para os Estados Unidos no ano passado, num grupo de cinco produtos (laminados a quente, a frio, chapas grossas, galvanizadas e folhas para embalagem) sobretaxados em 30% pelo governo americano.
A conta também considera que havia potencial para aumentar este valor para US$ 190 milhões. Os outros US$ 220 milhões das perdas viriam da exportação adicional de um milhão de toneladas de placas de aço, cujas exportações foram limitadas pelo sistema de cotas.

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