Brasília O início da guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e o retorno de investimentos estrangeiros ocorridos em março prejudicaram o fluxo de ingresso de recursos no País, no mês passado.
Em março, os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 284 milhões, o pior resultado para todos os meses do ano desde abril de 1995, quando os investimentos somaram US$ 167,9 milhões.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, confirmou que o início do conflito promoveu uma ''parada estratégica' nas decisões de investimentos. No entanto, ele ressaltou que, no mês de março, o retorno de investimentos de duas empresas totalizaram US$ 500 milhões, o que influenciou negativamente o fluxo do período.
Lopes não quis dar os nomes das empresas que fizeram a operação de retorno dos investimentos aos países de origem, apenas disse que uma é do setor de extrativismo mineral e a outra do setor de intermediação financeira.
Os US$ 284 milhões, no entanto, ficaram abaixo até mesmo da previsão feita pelo BC no mês passado de que entrariam no País US$ 400 milhões em investimentos. ''Ficou menor (que a previsão feita) por força das duas operações'', disse Lopes.
O técnico do BC lembrou que os países têm recebido um volume de investimentos um pouco abaixo, mas destacou que, em abril, já houve uma melhora nos fluxos para o Brasil. Segundo dados preliminares, no mês de abril, até ontem, já ingressaram no País US$ 640 milhões e a previsão é de fechar o mês com investimentos da ordem de US$ 800 milhões.
''Em abril, não tivemos o retorno de investimentos que tivemos em março. Março é um ponto fora da curva'', afirmou. Lopes confirmou a previsão de investimentos para o ano de US$ 13 bilhões.

mockup