Guerra contra os chineses
O presidente Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário (Sivepar), Alexandre Graciano de Oliveira, afirma que a queda nos empregos do seu segmento está ligada à difícil competição com os produtos chineses, que invadiam o Brasil enquanto o real estava apreciado. "Agora, nós temos um câmbio favorável (dólar acima de R$ 3,50), mas o mercado interno desaqueceu devido à crise econômica", afirma. O aumento dos custos, principalmente da energia elétrica, também colabora para enfraquecer as indústrias e reduzir os empregos oferecidos por elas.
Apesar desses fatores, segundo ele, sua empresa, a fábrica de jeans Via Gráfit, aumentou o número de vagas de trabalho no período. "Empregava 140 pessoas, agora emprego 170", conta. Para vencer as adversidades, a indústria aposta em inovação. "Produtos, processos e pessoas são três coisas que nós temos de melhorar sempre", alega.
Em relação ao fato de a indústria de forma geral ter um desempenho em Londrina abaixo da média, ele arrisca: "Foram muitas administrações municipais que fizeram coisas erradas. Muitas empresas deixaram Londrina. Agora é que temos credibilidade na Prefeitura", ressalta.
Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação (Stia), Francisco Carlos Ferreira, acredita que o fato de a Macarrões Gallo ter trocado Londrina por Rolândia, explica a que dos empregos no segmento. Outras indústrias também estariam reduzindo a produção. "No ano passado, foram mil demissões. A média era de 800", conta. (N.B.)





