Curitiba - As roupas da coleção primavera/verão já estão chegando às lojas e colorindo as vitrines. Os preços estão entre 5% e 7% mais caros em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje, a maior parte das lojas já tem disponível quase todo o estoque da nova estação, apesar de a primavera ainda não ter começado no calendário oficial. O aumento reflete a inflação dos últimos 12 meses, além da elevação do custo de alguns insumos como algodão, das fibras derivadas do petróleo como poliéster, nylon e poliamida.
Além disso, também deve trazer reflexo para os preços o reajuste salarial dos trabalhadores do setor que têm data-base em setembro. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Curitiba e Região (Sindivest), Ardisson Akel, disse que o setor também vem sofrendo com a presença cada vez maior dos importados de países como China, Vietnã e Coreia do Sul.
Ele destacou que as roupas de verão não são tão caras para o consumidor como as de inverno porque utilizam tecidos mais leves. No entanto, uma fibra bem utilizada é o algodão, que foi uma das matérias-primas que sofreram reajuste. Akel ressaltou que a demanda e a produção de algodão praticamente empataram e, com isso, acabou faltando produto no mercado interno devido às exportações.
Os calçados também devem acompanhar a mesma tendência de alta das roupas e ficar com reajuste entre 5% e 7%. Este setor também sofre com a concorrência dos importados, especialmente, de países como China e Índia.
''De um lado temos a pressão dos custos e do outro a da concorrência'', disse. Além disso, ele destacou que ainda há a guerra fiscal entre os Estados.
Na loja de moda feminina Dress To, de Curitiba, a coleção primavera/verão já está disponível desde 23 de agosto. ''Atrasamos um pouco para disponibilizar as novas peças para os clientes porque o clima em Curitiba não estava bom'', disse a gerente do estabelecimento, Eliza Costa.
Segundo ela, a loja já está com 70% da coleção nas araras e a ideia é trabalhar com preços semelhantes aos do ano passado. Por enquanto, as vendas ainda estão fracas, segundo a gerente, porque o tempo não tem colaborado. A expectativa é conseguir um aumento de comercialização de 20% a 30% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Por enquanto, o que mais têm vendido são blusas básicas e roupas para festa.

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