Nem Guaraná nem Antarctica. O mais conhecido refrigerante brasileiro deve aportar nos Estados Unidos com um nome que vai identificar instantaneamente sua origem: Amazon. O co-presidente da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), Victorio Carlos de Marchi, revela que a empresa está em negociação para comprar a marca, de posse de uma fábrica norte-americana de bebidas.
Se o negócio não sair, outro nome que remeta à floresta amazônica deve substituir o atual dono da preferência do executivo.
Além desse acerto, a AmBev também discute com engarrafadores e distribuidores ligados à Pepsi a melhor maneira de levar o guaraná aos consumidores americanos. De Marchi reconheceu que o processo é lento e não quis se comprometer com prazos para o lançamento. No ano passado, a AmBev dava como certa a chegada do refrigerante ao mercado dos EUA até julho de 2001.
Se o prazo não está confirmado, a estratégia inicial permanece. O Guaraná Antarctica será lançado numa cidade ‘‘tipicamente americana’’, o que descarta Miami como mercado-teste. ‘‘Queremos estar, em princípio, em pelo menos um Estado americano, um país da Europa e outro do Oriente’’, projeta o executivo.
A parceria com a Pepsi, no entanto, permite à AmBev acesso a um mercado potencial de 175 países. De Marchi não se mostra preocupado com a competição travada com o Kuat, similar do Guaraná Antarctica produzido pela Coca-Cola.
A multinacional já revelou seus planos de internacionalizar seu refrigerante e tem metas ambiciosas também para o mercado interno. Ontem, o diretor de Marketing da Coca-Cola, Fernando Mazzarolo, afirmou que a intenção é levar o Kuat à liderança em seu segmento em dois anos. Segundo dados da ACNielsen, o produto da Antarctica fechou o ano passado com 23,7% de participação. O Kuat ficou com 8,5% do mercado, saltando do 6º para 2º lugar no ano.

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