Supervisora de Desenvolvimento Humano da GTFoods, Deni Juncanssi diz que foram criadas cerca de 200 novas vagas de trabalho no projeto de expansão de abate de aves do grupo na cidade de Paraíso do Norte (Noroeste). Outros 400 funcionários devem ser contratados ainda neste ano. O grupo ainda abrirá aproximadamente mais 500 vagas no ano que vem, com a ampliação das atividades em Terra Boa (Centro-Oeste).
Conseguir preencher todas as novas vagas e as cerca de 500 reposições mensais não é tarefa fácil. "Nós recrutamos trabalhadores numa distância de até 100 quilômetros das indústrias", afirma. De acordo com ela, o fato de os abatedouros funcionarem 24 horas e os funcionários terem de trabalhar à noite e de madrugada torna a rotatividade muito grande na empresa. A média salarial, segundo a supervisora, é de mais de R$ 1.200.
Já o mercado de trabalho no segmento de carne bovina está estável, segundo Péricles Pessoa Salazar, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne). "Há alguns anos nós vivemos um momento que trabalhamos com 30% de ociosidade devido a fatores econômicos", afirma.
A indústria de açúcar e álcool no Paraná também está estável, segundo Miguel Rubens Tranin, que preside o Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado do Paraná (Siapar). Ao contrário de outros Estados, aqui não houve quebra de safra. E as contratações, principalmente nos meses de março e abril, ocorreram no mesmo nível do ano passado. "Nosso mercado é muito sazonal. Em novembro devemos começar a desligar", declara. Ele estima que o subsetor empregue cerca de 65 mil pessoas no Estado. (N.B.)

mockup