Um grupo de trabalho criado na semana passada vai discutir a ampliação do Acordo de Complementação Econômica 59 (ACE-59), que prevê, entre seus principais objetivos, formar área de livre comércio entre o Mercosul, Colômbia, Venezuela e Equador. O grupo de trabalho, formado na 7ª Reunião da Comissão Administradora do ACE-59, também vai debater a ampliação do acesso de produtos agropecuários brasileiros no bloco dos países andinos. A medida pretende melhorar as condições do agronegócio brasileiro e um dos objetivos é avançar na abertura do mercado colombiano aos produtos agrícolas.
O ACE-59 foi assinado em 2003 e prevê preferências tarifárias para vários produtos, incluindo os do setor agrícola. As ações do grupo de trabalho devem resultar na redução gradual de impostos de importação aplicados pelo bloco andino aos países do Mercosul.
A Colômbia e o Equador representaram cerca de R$ 500 milhões em exportações do agronegócio brasileiro no ano passado, dos quais R$ 331 milhões foram terras colombianas. O país também é o que tem maior número de produtos que não terão reduções nas tarifas, como chocolate, açúcar e álcool, e terá ainda 26 produtos cuja redução tarifária não chegarão a 100%, como carne desossada, miúdos bovinos, preparações alimentícias e produtos de padaria.
Uma negociação de acordo mais amplo entre EUA e Colômbia tem tirado espaço de produtos agrícolas brasileiros naquele país andino. O novo grupo de trabalho deve preparar propostas que serão apresentadas na Comissão Administradora do Acordo, com possibilidade de melhora de condições de competição de produtos tupiniquins em relação aos norte-americanos.

mockup