As empresas interessadas na compra da Copel têm até hoje as 18 horas para depositar a garantia de R$ 400 milhões para participar do leilão. A quantia é uma exigência nos processos de leilão. As empresas que estão qualificadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) são o consórcio Maromba (Votorantim Energia e Vale do Rio Doce), consórcio Beta (Tractebel e Gerasul) e Altere Participações (G.P Participações).
Analistas do setor de energia apontavam ontem a hipótese de todas as empresas se unirem num único consórcio. Sozinhas elas poderiam ter dificuldades de bancar R$ 5,06 bilhões, que é o preço mínimo da Copel. Todas alegaram, nos últimos dias, que o valor estaria ''muito alto'', cogitando a inexistência de ágio.
A Tractebel tenta uma solução caseira para participar do leilão. A Beta Participações é formada pela empresa belga e pela Gerasul. A Gerasul foi comprada pela Tractebel em 1998, quando a Eletrobras colocou à venda as usinas hidrelétricas localizadas na Região Sul. A Tractebel teria interesse na distribuição de energia da Copel, enquanto a Vale e a Votorantim ficariam com a geração.
Ainda ontem a Vale do Rio Doce, Votorantim e Tractebel mantinham ameaças de recuar caso o leilão não fosse adiado por pelo menos duas semanas. Alguns analistas, entre eles Marcos Severine do Banco Sudameris, consideram que qualquer mudança no calendário pode representar não privatizar a Copel este ano.
As empresas alegam que não há tempo hábil para se prepararem para o leilão, que ocorre amanhã, às 10 horas na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Por ser estrangeira, a Tractebel teria problemas nas negociações com a matriz. Mas, às vésperas da privatização, o governo descarta qualquer hipótese de mudança na data. (C.M.)

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