Grupos de doleiros querem o Del Paraná
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segunda-feira, 28 de setembro de 1998
Carmem Murara 
A diretoria do Banco do Estado do Paraná faz na quarta-feira da próxima semana a oferta de venda das ações preferenciais que o Banestado possui no Banco del Paraná (Paraguai), aos acionistas minoritários. O procedimento é uma exigência do Sistema Financeiro Paraguaio, que dá a preferência de compra aos demais acionistas. Caso eles não se interessem pelo banco, a venda fica aberta para quem tiver interesse. Até agora, segundo informações extra-oficiais obtidas na Secretaria da Fazenda pela Folha, dois grupos de doleiros paraguaios - Câmbios Guarani e Câmbios Tupy - e uma empresa do interior de São Paulo manifestaram interesse pelo banco.
A Câmbios Guarani, que tem participação acionária de empresários de Campinas, já pediu informações ao governo sobre a situação do Del Paraná. Representantes da Guarani chegaram a ter uma reunião com o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, para saber da intenção do governo do Estado em se desfazer do Del Paraná. O Banestado possui 74% do capital social do Del Paraná. O restante das ações estão com acionistas paraguaios.
A forma como o banco será vendido, caso os atuais acionistas não se interessem pelas ações pertencentes ao Banestado, ainda não está definida. Ela pode se dar em Bolsa de Valores ou venda direta, se operação for feita no Paraguai, onde o mercado financeiro tem uma movimentação diária inexpressiva.
Até o final desta semana, deve sair o resultado de uma auditoria feita pela empresa de consultoria Ernst & Young, que apontará qual o valor contábil do Del Paraná. Assim que os valores estiverem definidos, a diretoria do Banestado apresentará o resultado ao Tribunal de Contas, que dará o parecer final sobre a vendas do controle acionário do banco. A diretoria do Del Paraná acredita que o Del Paraná será avaliado entre US$ 25 e US$ 30 milhões.
O Banestado aposta nos últimos resultados do Del Paraná como atrativo para futuros compradores. O Del Paraná teve lucro pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, o lucro foi de US$ 2,8 milhões.


