O grupo Playcenter tem grandes projetos para instalação de novos parques no País. Além do Great Adventure, que custará US$ 17O milhões, tem planos de parques temáticos regionais, semelhantes ao que fará em Curitiba, para o Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e para um Estado ainda não definido. Cada parque temático regional deve gerar 500 empregos diretos e 2000 empregos indiretos. ‘‘Parques temáticos geram muitos empregos’’, diz Hugo Bethlem, diretor superintendente do Parque Temático Playcenter SA.
Os parques regionais devem ter um terço de área do Great Adventure, que na fase incial ocupará 370 mil metros quadrados. Quanto ao tema a ser desenvolvido em cada Estado, será decidido a partir de pesquisa com a população.
Aventura, como diz o nome, é o tema do Great Adventure, cujas obras civis começam neste mês. A inauguração está prevista para abril de 1998.
Entre suas atrações haverá uma montanha russa de madeira de um quilômetro, um elevador que despenca por 40 metros, freando nos últimos 25 metros, à semelhança do que existe no parque da MGM, na Flórida, o Rapid River, uma imitação das corredeiras do rio Colorado, teatros com simuladores de movimentos como os do Back to the Future, do parque da Universal, também da Flórida. Ao todo, serão cinco diferentes áreas temáticas.
É também da Flórida, a meca dos parques, que o Great Adventure buscou inspiração no que é considerado o melhor parque do mundo, o Busch Garden, de Tampa, informa ainda Bethlem. Do financiamento total, US$ 90 milhões virão de fundações, US$ 40 milhões do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e US$ 40 milhões do grupo Playcenter e Banco Garantia.
Localizado a 72 quilômetros de São Paulo, Vinhedo sediará, na realidade, um complexo turístico e de lazer. Junto ao Great Adventure haverá um parque Wet’n Wild, um Animal Park do Simba Safari, um complexo de bares, restaurantes e casas de show, hotéis e centro de convenções.
Brasil 500 A 40 quilômetros dali, em Paulínea, município vizinho a Campinas, está sendo preparado o terreno para outro megaparque, o Brasil 500, cujo tema será os 500 anos de história do Brasil. O empreendimento ocupará 800 mil metros quadrados.
Esta área, localizada junto ao centro cultural de Paulínea, foi entregue, através de leilão, a um fundo de investimentos administrado pelo Banco Schahin Cury, explica Francisco de Augustinis, diretor adjunto da instituição. A intenção da prefeitura é criar um perfil novo para Paulínea, onde domina a indústria petroquímica. E também explorar o rico potencial de lazer do interior paulista onde, segundo as pesquisas, é alto o gasto familiar em lazer. Incluindo a capital, o público potencial deste parque chega a 10,4 milhões de pessoas, assegura Augustinis.
Além do parque temático, o Brasil 500 terá como segunda atração um parque aquático, o Flow Rider e um hotel fazenda da rede Ramada. Ao contrário das futuras atrações de Vinhedo, os três serão integrados. Augustini garante que o parque aquático de Paulínea será imbatível.
Entre suas atrações estará uma montanha russa impulsionada pela própria água e percorrida em botes, além de uma área de ondas artificiais para a prática do ‘‘body board’’ , outra para o surf e um rio de águas calmas, para ser percorrido a pé ou em embarcações.
O Brasil 500 é um empreendimento de US$ 150 milhões e sua construção deve ter início após a venda das cotas do fundo, o que deve ocorrer ainda neste semestre, com término previsto em 30 meses. O BNDES deverá ser um dos cotistas.
Mas é no Terra Encantada, do Rio de Janeiro, o aporte maior de recursos do BNDES: US$ 50 milhões, dos US$ 220 milhões de custo da obra, que estará concluída no final deste ano. Instalado numa área de 300 mil metros quadrados, na Barra da Tijuca, este parque temático explorará temas do folclore e cultura brasileira. Um de seus pontos fortes é que funcionará também à noite, com bares, restaurantes e casas de show, no que deve se tornar um novo ‘‘point’’ do Rio de Janeiro. O parque é do grupo Esta e da Tor Empreendimentos.

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