O Grupo Spaipa (fabricante e distribuidor dos produtos Coca-Cola no Paraná e interior de São Paulo) anunciou ontem investimentos de R$ 70 milhões para este ano, dos quais cerca de R$ 42 milhões ficarão no Paraná. Os recursos serão aplicados em ações focadas diretamente no consumidor final, além da compra de geladeiras promocionais, investimentos em logística e tecnologia da informação. O grupo tem três unidades industrias, sendo duas no Paraná - em Curitiba e Maringá - e a outra em Marília (interior de São Paulo).
A ampliação da unidade de Marília foi inaugurada ontem com investimentos anunciados de R$ 86 milhões. Cerca de 50% deste montante foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Metade dos investimentos anunciados para este ano também serão do BNDES. A capacidade instalada da indústria é de 314 milhões de caixas de refrigerantes por ano (o equivalente a 1,8 bilhão de litros). No entanto, inicialmente, a produção total será de cerca de 150 milhões de caixas ou metade da capacidade.
A meta é que até o final deste ano - período de maior consumo de refrigerantes - a indústria já opere com 75% da capacidade instalada. A unidade de Marília vai responder por 50% da produção total do grupo Spaipa. Em Curitiba está concentrada cerca de 30% da capacidade total do grupo para fabricação de refrigerantes em embalagens retornáveis (vidro) e descartáveis (pet e latas). Em Maringá estão 20% da capacidade do grupo, mas não há produção de latas nem previsão para que este procedimento seja iniciado a curto prazo. Em Cambé (13 km de Londrina) está instalado um centro de distribuição.
A produção das três unidades do grupo é distribuída por todo o mercado da Spaipa, sendo que o Paraná detém 70% de participação. O Grupo Spaipa produz cerca de 10% da produção da Coca-Cola no Brasil.
Retornáveis
O mercado de retornáveis é a nova aposta da Spaipa. Dentro do grupo de refrigerantes, as retornáveis têm apresentado crescimento de 30% ao ano, enquanto o mercado total tem aumento semelhante ao Produto Interno Bruto brasileiro, estimado em 2% neste ano. ''(As embalagens retornáveis de vidro) Têm menor custo, são mais econômicas e ecológicas'', afirmou Mario Veronezi, superintendente de Indústria e Logística do Grupo Spaipa. Além disso, no final do ano passado o grupo lançou um produto novo destinado apenas ao interior de São Paulo.
Foram introduzidos no mercado os refrigerantes em embalagem plástica retornável de 1,5 litro. As embalagens são importadas do Uruguai e a previsão é que este novo produto chegue ao mercado paranaense somente no próximo ano. ''O público tem respondido bem e a nossa prioridade é consolidar este produto no mercado sem descartar o refrigerante de 2 litros'', disse Neuri Frigotto, superintendente de Vendas e Marketing da Spaipa. Enquanto o refrigerante retornável de 1,5 litros é vendido ao consumidor final por R$ 1,79, a embalagem pet de 2 litros tem preço médio de R$ 3.
A equipe de reportagem viajou a convite do Grupo Spaipa

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