Grupo Sonae direciona 75% dos investimentos para shoppings
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terça-feira, 12 de março de 2002
Agência Estado 
Lisboa Este ano, a Sonae reservou o grosso dos seus investimentos no Brasil para a os shopping centers. Segundo um texto publicado ontem no jornal português Diário Econômico, do total previsto de 186,5 milhões de euros, 140 milhões serão para a Sonae Imobiliária que atua na área de construção e administração de shoppings.
Na segunda-feira, a Sonae Imobiliária inaugura o shopping D. Pedro, em Campinas, e já tem prevista a construção de mais dois shoppings no País, um em Curitiba e outro em Salvador. A construção do shopping de Curitiba o Parque Jockey em associação com o Jockey Clube do Paraná deverá começar em meados deste ano, sendo prevista em duas fases. No total deverá ter 100.000 metros quadrados, dos quais 75.000 ficarão prontos na primeira fase, com abertura em outubro de 2003. O investimento previsto é de 70 milhões de euros. O shopping de Salvador ainda se encontra em estudos, mas deverá ter 75.000 metros quadrados.
Em relação aos outros investimentos no País, os 46,5 milhões de euros previstos para o Brasil este ano deverão ser aplicados nas áreas de supermercados e indústria.
Balanço O grupo português Sonae teve no ano de 2001 lucro de 130 milhões de euros na área de supermercados que inclui Portugal e Brasil. Esse resultado significou crescimento de 49% em relação ao ano de 2000.
No total, as vendas brutas atingiram 4,3 bilhões de euros. A contribuição do Brasil foi de R$ 3,4 bilhões, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. No comunicado, a empresa ressalva que a contabilização do aumento de vendas no Brasil foi prejudicada pela desvalorização do real ficou em 1,65 bilhão de euros, menos 1% do que em 2000.
Dividendos Por causa do atual nível de capital próprio e pela exposição ao Brasil, com os riscos de desvalorização do real, o Conselho de Administração da área de supermercados da Sonae vai propor em assembléia a não distribuição de dividendos relativos ao ano de 2001. Isto se manteria até atingir um nível considerado desejado de capital próprio que o comunicado não especifica.


