Grupo Simbal pede recuperação judicial
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terça-feira, 23 de junho de 2015
Reportagem Local 
O Grupo Simbal, composto por cinco empresas nos segmentos de móveis, colchões e agropecuária, ingressou ontem com pedido de recuperação judicial, no Fórum da Comarca de Arapongas, sede da companhia. As dívidas somam R$ 193 milhões e a decisão visa solucionar a crise antes que as consequências sejam irreversíveis, segundo nota divulgada pela assessoria do grupo no início da noite de ontem.
Durante o processo, as empresas continuam a funcionar e a atender os clientes e fornecedores normalmente. A Simbal registrou faturamento de R$ 500 milhões no ano passado, mas a crise econômica e a "alta nos custos de produção após sucessivos aumentos de tarifas impostos pelo governo provocaram desequilíbrio nas contas do grupo, sendo necessário, para a sobrevivência e saneamento das suas empresas e à preservação dos empregos, o ingresso com o pedido de recuperação judicial", informa, em nota.
O grupo, que nasceu em 1968 com o nome de Indústria de Colchões Guarani, emprega hoje 1.965 funcionários, mas demitiu 105 deles há uma semana, a maioria na unidade de Rolândia. Por quatro anos consecutivos, em 2006, 2007, 2008 e 2009, a Simbal recebeu o prêmio Top Móbile como a empresa mais lembrada em estofados do Brasil.


