O grupo Sercomtel - telefonia fixa e celular - obteve um lucro de R$ 600 mil em 2005. As duas empresas fecharam o ano com um faturamento de R$ 300 milhões. O lucro, entretanto, foi sustentado pela Sercomtel Fixa que registrou em 2005 um faturamento de R$ 219 milhões e um lucro aproximado de R$ 5 milhões, conforme informou o presidente da empresa, João Rezende. O resultado do ano não inclui as empresas coligadas: a TV a cabo e a ASK!. Parte dessa última foi vendida este ano para um grupo colombiano.
A receita de 2005 foi 6% maior que o ano anterior, mas o lucro dos dois períodos parecido. Os números positivos foram reflexo do crescimento da internet banda larga e também em função dos reajustes tarifários. ''O que mais contribuiu para a fixa foram os investimentos na ADSL (banda larga) na área urbana de Londrina, que resultou num incremento de transmissão de dados em 20% se comparados com 2004'', disse Rezende.
Este ano a intenção da empresa é levar o ADSL para atender a comunidade rural e o agronegócio. Em 2005, os setores rurais mais distantes já foram contemplados com a expansão da telefonia fixa.
A Sercomtel Celular, por sua vez, acumulou um faturamento total de R$ 63 milhões em 2005 e lucro aproximado de R$ 2 milhões. Porém, por conta dos gastos com o subsídio de R$ 6,5 milhões para a compra de aparelhos móveis, a operadora apresentou um prejuízo de R$ 4,6 milhões. ''O subsídio comprometeu o lucros das operadoras do País, quase todas tiveram prejuízo'', frisou o presidente da Sercomtel.
Segundo ele, o que também pesou para a queda da rentabilidade - tanto da Celular quanto da Fixa - foi a concorrência. ''A competição ficou mais acirrada no DDD e no DDI. Mas a Fixa ainda conta com 95% do mercado'', comentou. Outro problema com a Sercomtel Celular foi que a empresa teve que manter o sistema TDMA, que ainda conta com 40 mil clientes, e ao mesmo tempo investir na nova tecnologia GSM. ''Em dois anos já investimos R$ 6 milhões na implantação do sistema GSM, esse foi o caminho para que a empresa continuasse competitiva''.
Para 2006, entre alguns planos da empresa está atuar em novos mercados. No ano passado ainda, a companhia preparou toda a infra-estrutura tecnológica para começar atuar em Arapongas e para este ano a estratégia é conseguir clientes. Segundo Rezende também serão investidos cerca de R$ 7 milhões na tecnologia VoIp - internet protocolo - que realiza ligações via internet. O objetivo da empresa é fechar 2006 sem prejuízo.

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