Warren NabucoVolta por cimaChebli Nabhan, proprietário da Cheina Confecções: ‘‘Se aparecessem hoje 400 costureiros qualificados pedindo emprego, contrataríamos todos na hora’’A Cheina Indústria de Confecções, de Cianorte, conseguiu retomar sua produção, passando a fabricar um volume maior do que antes do Plano Real. Em 94, a empresa produzia 150 mil peças/mês. Em 95/96, diminuiu para 70 mil peças/mês. Desde janeiro deste ano a Cheina produz 180 mil peças/mês e espera chegar a 300 mil peças/mês até o final do próximo ano, segundo o proprietário Chebli Nabhan. A indústria, que entrou em concordata em 1995, conseguiu pagá-la em apenas um ano, embora tivesse prazo de dois anos.
A crise foi causada pelo aumento da inadimplência, que no primeiro ano de Real chegou a atingir 50% do faturamento da Cheina e também por causa da defasagem cambial. Antes do Plano, 80% dos produtos da empresa eram exportados para os Estados Unidos. ‘‘No final de 94, deixamos de vender para o mercado externo’’, diz Nabhan, que também espera retomar a exportação até o final de 98.
O empresário conta que um dos empecilhos para aumentar a produção tem sido a falta de mão-de-obra especializada na cidade. ‘‘Se aparecessem 400 costureiros qualificados pedindo emprego na empresa, contrataríamos todos na hora’’, diz. Somente neste ano, a indústria admitiu 100 novos operadores de máquina industrial. A Cheina é uma das pioneiras do setor na região. Com 20 anos de existência, a empresa tem 1,3 mil funcionários em todas as unidades. Nabhan diz que 30% do quadro de pessoal é composto por homens. Além da fábrica em Cianorte, tem indústrias em Tapejara, Japurá, Nova Olímpia e está negociando a construção de uma unidade em Marechal Cândido Rondon.
A empresa também mantém sete lojas. Duas em Cianorte, Maringá, Curitiba, São Paulo, Foz do Iguaçu e Brusque (SC). ‘‘As vendas aumentaram 10% neste primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado’’, diz Nabhan, que espalhou ainda 20 representantes de vendas em todo o Brasil.
A indústria Vilserran contratou, neste mês, os 13 operadores de máquinas industriais de que necessitava. A gerente Andrea Maria Delay diz que a produção aumentou 50% neste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria, com 65 funcionários, produz dez mil peças/mês. ‘‘A produção aumentou porque fechamos contratos para fabricar para duas empresas de São Paulo no final do ano passado. Somente para uma delas, estamos produzindo de mil a duas mil peças/mês’’, conta.
Com três pontos de vendas de atacado em Cianorte, Andrea diz que as vendas cresceram 30% de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período de 96. (C.L.)

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