Recife- A holding pernambucana Intergrupo anunciou ontem a compra - realizada no dia 19 de dezembro - da fábrica da Parmalat localizada no distrito industrial de Natal, no Rio Grande do Norte. A fábrica foi praticamente desativada em setembro, dentro de um processo de reestruturação da multinacional italiana iniciado há dois anos e que, no Nordeste, também implicou o fechamento da unidade do Ceará. Com área construída de 6,5 mil metros quadrados e capacidade de produção de 30 mil litros de leite por dia, a fábrica de Natal vinha mantendo unicamente a produção diária de 200 litros de leite pasteurizado tipo A. Anteriormente, ela produzia leite pasteurizado e iogurte, produtos transferidos para a unidade de Garanhuns, no agreste pernambucano. Seus 250 funcionários foram reduzidos a 25.
O diretor-presidente da holding, Eduardo Vieira, não fala nos números envolvidos na compra. Mas garante que até o fim do ano deve retomar os empregos e elevar a produção, inclusive com a fabricação de novos produtos. A previsão é de investir R$ 800 mil para passar a produzir leite tipo longa vida e R$ 300 mil para ampliar a produção de leite ''de saquinho''. O plano de investimentos do grupo também prevê a produção de leite em pó e queijo ralado.
Os produtos serão comercializados nos Estados do Nordeste sob a marca Cilpe. A Cilpe, empresa estatal pernambucana de fabricação de leite, foi comprada pela Parmalat. A marca nunca foi usada pela multinacional, que a vendeu para a empresa Interlac, também adquirida pela Intergrupo, que passou a deter o seu controle em agosto.
A Interlac tem duas unidades - uma no Recife e outra em Alambra (PB) -, com produção total de 200 toneladas de leite em pó por mês, e possui participação na produção de leite em pó em uma cooperativa em Imperatriz, no Maranhão. A Intergrupo pretende distribuir a produção do Maranhão a partir de Natal, onde também deverá ser centralizada a produção das duas unidades da Interlac.

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