O grupo formado pelas holdings GPC Participações, Aurea Participações e Pauma está comprando a Expresso Maringá. O contrato de opção de compra foi assinado no final do mês passado. Até o dia 31 deste mês a operação deve ser formalizada, segundo o diretor da GPC, Pedro Constantino, que falou à Folha ontem, por telefone.
‘‘As transações começaram na Páscoa. O fato da Expresso Maringá ter uma situação de endividamento tem demandado uma série de levantamentos de números’’, disse Constantino. Atualmente, diretores do grupo estão ‘‘conhecendo’’ a empresa. ‘‘As chances do negócio ser concretizado são de 99%’’, adiantou.
Fundada há 46 anos, a Expresso Maringá tem cerca de 500 funcionários e uma frota de 107 ônibus que rodam por todo o Paraná e Mato Grosso do Sul. ‘‘Não deverá haver demissões. No máximo vamos trocar alguns cargos de confiança’’, antecipou Constantino. ‘‘O setor rodoviário depende essencialmente de mão-de-obra. Não adianta trocar de motoristas’’.
Com sede em Campinas, a GPC é uma das donas da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL). O grupo tem ao todo oito empresas de transportes rodoviários, além de concessionárias de veículos, lojas de pneus e fazendas no País. ‘‘Mas não misturamos nossos negócios. Cada empresa tem um gerenciamento próprio’’, disse Constantino.
Caso feche o negócio, o grupo pretende investir R$ 5 milhões na substitutição de 30 ônibus e R$ 2 milhões na reestruturação da empresa. Constantino, porém, não quis revelar o valor total da operação. ‘‘Prefiro manter esta informação em sigilo’’, afirmou.
Ele lembrou que o mercado rodoviário passa por um momento de retração por causa da crise econômica nacional. ‘‘Com o desemprego, muita gente deixou de viajar. Não é hora de investir em crescimento de linha. Queremos trazer o passageiro de ônibus de volta ofertando melhoria no serviço’’, disse Constantino.

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