Grupo nega envolvimento em escândalo
Diretores da Beaulieu Kruishouten, indústria belga que vai instalar a sua primeira fábrica de carpetes no Brasil, estiveram ontem em Ponta Grossa para um pronunciamento sobre informações veiculadas pela imprensa nacional envolvendo o nome do grupo em escândalos financeiros na Europa e Estados Unidos. Sthepan Colle, presidente da Beaulieu, disse que as denúncias são inverdades. Para Colle, trata-se de puro ciúme e receio da indústria nacional.
O diretor comercial da indústria para o Brasil, José Francisco Horta Fernandez, acusa a Associação Brasileira de Indústrias de Carpetes (Abric) de estar por trás da campanha contra o grupo. Sobre empréstimos ilegais que a fábrica teria efetuado na Europa, Sthepan negou a participação de sua indústria. Ele disse que existem outros cinco grupos Beaulieu espalhados pelo mundo. Até 1986 todos formavam um único conglomerado industrial, que foi dividido em seis grupos independentes. O grupo pertencente a Sthepan, que vai instalar uma fábrica em Ponta Grossa, está presente na Bélgica, África do Sul e Austrália.
De acordo com o presidente da Beaulieu, as informações de possíveis falcatruas financeiras cometidas pela empresa não afetaram os planos para o Brasil. Segundo ele, as obras da unidade de Ponta Grossa devem começar nos próximos dias. Serão investidos US$ 30 milhões e abertos 350 empregos em 5 anos.
Durante as explicações à imprensa, os diretores deixaram muitas dúvidas. Apesar de estarem praticamente iniciando a construção de sua unidade no município, ainda não sabem quanto irão produzir, e nem têm uma expectativa do mercado a ser absorvido no Brasil. O diretor comercial da indústria respondeu que não sabe qual o volume que a Beaulieu vende atualmente no Brasil. Também não soube informar qual era o percentual do mercado mundial dominado pela empresa.





