Acostumado a ditar tendências de moda não só para o Brasil como também para o exterior, o estilista Amir Slama se viu este ano no meio de uma grande transação financeira. O anúncio da sociedade da grife Rosa Chá com o grupo catarinense Marisol ganhou repercussão tanto no planeta fashion quanto no mundo dos negócios. ‘‘Santa Catarina está mostrando sua competência empresarial. O estado já foi referência no passado, mas nos últimos anos as empresas eram puramente industriais. Agora estão voltando as discussões sobre moda’’, explica Giuliano Donini, diretor de marketing da Marisol.
  Além da Rosa Chá, a Marisol tem em sua cartela as grifes Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Pakalolo, Worghon e Mineral. A idéia de um grupo liderando várias marcas não é novidade, aliás, é uma tendência que está literalmente na moda. Principalmente na Europa, onde os poderosos grupos LVMH e PPR reúnem sob o mesmo comando algumas das grifes mais importantes do mundo. Enquanto o LVMH tem a Louis Vuitton e Marc Jacobs, o PPR aposta na Gucci, Yves Saint Laurent e Stella McCartney entre muitos outros nomes estrelados.
  ‘‘A Rosa Chá ajuda a nos qualificar como gestora de moda’’, afirma Donini, que esteve em Londrina ao lado de Amir Slama para a inauguração de uma loja da grife. ‘‘Londrina foi a primeira cidade do plano de expansão da Rosa Chᒒ, lembra o diretor de marketing. ‘‘Nos próximos 3 ou 4 anos a expectativa é ter 45 lojas pelo País e estar em pelo menos 25 das 27 capitais brasileiras’’, avisa.
  ‘‘Existem públicos possíveis em todos os cantos’’, garante Donini, que também tem os olhos voltados para o exterior. De acordo com os planos da Marisol, 2007 será o ano de amadurecimento da parceria para em 2008 começar a expansão internacional com mais lojas no Estados Unidos – a grife hoje tem lojas em Miami e Lisboa.
  De acordo com Donini, o Grupo Marisol se uniu ao estilista Amir Slama para montar um novo negócio, o Rosa Chá Studio, que por sua vez comprou a Sais de Cor, detentora das grifes Rosa Chá e Sais. Slama continua como diretor criativo das duas marcas. ‘‘Continua da mesma forma que sempre fizemos’’, avisa. O que muda agora são os investimentos nos produtos.’’ Além da fábrica em São Paulo, o estilista agora tem à disposição a fábrica de Jaraguá do Sul (SC), sede da Marisol.
  Além das apostas com a Rosa Chá, a Marisol também tem grandes planos para a grife infantil Lilica Ripilica. A primeira loja internacional foi aberta este ano em plena Via della Spiga, no reduto mais fashion da italiana Milão. Só a implantação da loja na Itália custou cerca de R$ 3 milhões, segundo Donini. A internacionalização da marca receberá investimentos de 5 milhões de euros.

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