Grupo Macri vai investir R$ 15 mi em frigorífico
Paulo Pegoraro
De Cascavel
O grupo argentino Macri deverá investir R$ 15 milhões na expansão de seu frigorífico de frangos de Cascavel e atividades de suporte, segundo revelou ontem Alex Fontana, diretor-presidente da Socma, subsidiária brasileira do Macri. O frigorífico foi adquirido do grupo Chapecó, de Santa Catarina, após longo processo de negociação, dificultadas pelas elevadas dívidas incidentes sobre esta e demais unidades da organização em três estados.
Os investimentos serão feitos ao longo de 3 anos (no máximo 5 anos), segundo Alex Fontana, que ofereceu café da manhã à Imprensa e no início da noite participou de reunião de empresários na Associação Comercial e Industrial de Cascavel, na qual relatou os planos da empresa. A Socma assumirá formalmente o frigorífico no início de março, após completada a transição e o desligamento dos atuais operadores da indústria - a própria Chapecó, a Sadia e a Globoaves.
O abate havia sido suspenso em dezembro de 97, depois de ter chegado a cem mil cabeças, e com emprego para mil pessoas, dos quais restaram apenas 250. A reativação da indústria foi possível através de parceria, com a Chapecó sendo remunerada pelo abate pela Sadia (que tem frigorífico em Toledo), que comercializa a produção a maior parte exportada , enquanto a empresa local Globoaves fornece os pintainhos para os aviários. Diariamente, estão sendo abatidas 60 mil cabeças.
Alex Fontana disse que o objetivo de sua empresa é recuperar os mercados interno e externo que haviam sido conquistados pela Chapecó antes de crise financeira, há 4 anos. Ele estima que até o final do ano seja possível dobrar o abate, com a contratação de mais 250 servidores e terceiro turno de trabalho. A linha de produção será ampliada, com cortes selecionados e embutidos.
Fontana lembrou que o Macri é um dos três maiores grupos industriais da Argentina, e que o Oeste paranaense é um pólo nacional de avicultura, estimulando investimentos na industrialização. Frigoríficos da região, a maior parte de cooperativas, abatem aproximadamente 1 milhão de cabeças, e, além de gerarem milhares de empregos, as indústrias e os complexos em torno delas alimentam a economia rural, com o sistema de integração de aviários.





