Grupo francês define em 15 dias se instala fábrica em Londrina
O grupo francês SNR, interessado em construir uma fábrica de rolamentos no Brasil para atender o mercado latino-americano, deve anunciar oficialmente, daqui a 15 dias, o município que sediará o investimento. A informação é do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Muller Júnior. Ele acredita que Londrina tem grandes chances de abrigar a unidade francesa. O diretor de marketing do grupo, que foi nomeado presidente para operações no Brasil, afirmou ter preferência por Londrina, comemora Muller.
O município, que negocia com a SNR há cerca de três meses, disputa a indústria de rolamentos com as cidades de Quatro Barras e Fazenda Rio Grande, que ficam no Sul do Paraná. Antes, também disputávamos com Joinville, em Santa Catarina, contou Muller. O maior empecilho de Londrina é o fato de não dispor de uma escola francesa onde os filhos dos executivos possam estudar. Muller afirmou que tentará incentivar empresários locais para abrir uma escola deste tipo na cidade. O investimento do grupo no Brasil será de R$ 20 milhões. Cerca de 30% da produção atual da SNR é voltada para a Renault européia.
O presidente da Codel disse não estar otimista em relação a instalação da fábrica da Estrela na cidade. Como a Folha adiantou em setembro passado, a Estrela negocia, há quase um ano, a construção de uma fábrica de brinquedos no município. Hoje, o prefeito Antonio Belinati e um grupo de londrinenses reúnem-se, em Curitiba, com o secretário do Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, em busca de apoio para tentar atrair a empresa. Não estou muito entusiasmado porque a instalação da fábrica depende de um grande volume de dinheiro via BNDES. Não é fácil conseguir isso, argumentou Muller.
Ele conta que as negociações com a Estrela estavam paralisadas e foram retomadas na semana passada, quando o consultor da empresa, Richard Tomal, voltou a entrar em contato com o prefeito. Há um ano, a situação da empresa era delicada por causa da concorrência dos brinquedos importados. Com a mudança cambial, a saúde financeira está melhor mas eles ainda vão precisar de um volume grande de capital.
O diretor de marketing da Estrela, Aires Leal, garantiu ontem à tarde, à Folha, através de sua assessoria, que a Estrela ainda não definiu o município onde fará o investimento e que Londrina disputa em pé de igualdade com outras cidades brasileiras. Estamos recebendo propostas de vários municípios, afirmou.
O prefeito Belinati também discutirá, na reunião de hoje, a concessão de benefícios para o grupo português Autosil Steco. Na semana passada, a Folha informou a intenção do grupo em instalar uma fábrica de baterias em Londrina. O investimento dos portugueses será de R$ 25 milhões.Arquivo FolhaNegociações adiantadasO presidente da Codel, Cândido Muller: Londrina tem grandes chances de ficar com a SNRCláudia Lopes





