Grupo Fiat investe R$ 1 bi em nova fábrica no Brasil
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Eli Araujo<BR> Reportagem Local 
São Paulo - A Case New Holland investiu R$ 1 bilhão na nova fábrica da multinacional inaugurada em Sorocaba (SP), interior paulista, onde serão produzidas máquinas agrícolas e equipamentos para a construção. A produção da nova fábrica do Grupo Fiat vai priorizar o mercado nacional, mas os produtos devem ser exportados também para países do continente e de outras partes do mundo.
O presidente da Case New Holland para a América Latina e vice-presidente executivo do Grupo Fiat, Valentino Rizzioli, destacou a modernidade do complexo industrial. ''Esta é uma fábrica super-moderna de máquinas agrícolas e o Centro de Distribuição é, provavelmente, o mais moderno do mundo''.
A colheitadeira Axial-Flow 8120 foi apontada como o produto top da nova unidade. A mesma máquina importada já é comercializada no Brasil, mas agora ela será totalmente montada no País, com 40% de componentes nacionais, devendo chegar a 60% em um curto período. A previsão é de se fabricar 8 mil unidades por ano.
Rizzioli disse também que o novo complexo foi concebido com base na sustentabilidade econômica, social e ambiental. Quanto ao aspecto econômico, ele mencionou a geração de R$ 1 bilhão em impostos nos próximos anos. Sobre responsabilidade social, disse que o foco será ''investir pesado em mão de obra altamente qualificada''. O complexo possui unidades de tratamento de efluentes e resíduos biológicos, industrial e de pintura, o que permite a reutilização quase total da água consumida. Haverá também um sistema de coleta de água da chuva e de poços artesianos, não sendo necessário o uso de água da rede pública.
O executivo Valentino Rizzioli fez elogios à economia brasileira, mas criticou a política fiscal adotada pelo governo. Ele destacou, como pontos positivos, a produção de commodities agrícolas no País, a rápida superação da crise financeira internacional e a atenção maior que está sendo dada ao setor de infraestrutura, não apenas em estradas, mas também em saneamento básico e educação.
Rizzioli disse não ter dúvidas de que o Brasil apresenta uma condição favorável de crescimento nos próximos 20 anos, podendo alcançar uma melhor posição no ranking nas maiores economias do País, mas lamentou a política tributária que definiu como ''o grande problema de custos fora da porteira''. ''O sistema fiscal é completamente equivocado, complicado, difícil de ser administrado, o que cria uma ineficiência geral no sistema porque nós estamos exportando impostos''.


