Grupo espanhol ganha 3ª posição
O Santander alcançou seu objetivo. Desde que começou sua investida na América Latina, em meados da década passada, o banco espanhol falava em se tornar uma potência regional, uma das três maiores instituições financeiras em cada um dos países em que está presente. Com a compra do Banespa, o Santander subiu da 5ª para a 3ª posição entre as maiores instituições financeiras privadas brasileiras. O banco mais do que dobrou o volume de ativos de R$ 26 bilhões para R$ 54,6 bilhões.
Em escala latino-americana, o banco ganhou poder só comparável com seu rival espanhol, o BBVA. O Santander administra, agora, 10,4% de todo o dinheiro que os latino-americanos depositam nos bancos. É uma bolada de US$ 91,7 bilhões nos cofres do Santander. O banco está presente em 12 países latino-americanos e atende mais de 22 milhões de clientes, em mais de 3.000 agências. Gabriel Jaramillo, presidente do banco no Brasil, quer mais. Normalmente, essa é uma posição de partida, como um dos grandes jogadores do Brasil. Estamos abertos a estudar outras possibilidades, disse Jaramillo. Os analistas financeiros levam o comentário a sério.
O Banco Santander Central Hispano (BSCH), como é conhecido na Espanha, está presente atualmente em 37 países, tem 32 milhões de clientes e 9.620 agências.
O banco é comandado por Emilio Botín, que divide a presidência com José María Amusátegui, que era presidente do Central Hispano antes da fusão. Botín ainda é o grande executivo do BSCH, mas está se preparando para passar o comando para Amusátegui.
AçõesO advogado-geral da União, Gilmar Mendes, afirmou ontem que existem entre 40 e 50 ações na Justiça contestando a privatização do Banespa. Mas, para ele, não há qualquer possibilidade de a venda do banco ser revogada. Não vejo nenhuma possibilidade. Já houve uma discussão no Supremo Tribunal Federal sobre vários pontos e o presidente do STF acolheu as reclamações que movemos. Segundo Mendes, a AGU (Advocacia Geral da União) vai acompanhar todas as ações. Se houver algum pedido de cautelar ou liminar, nós reagiremos da forma adequada, afirmou. O advogado-geral da União classificou de inconstitucionalidades espirituais as ações que questionam a legalidade da venda do Banespa. Essas questões já foram várias vezes discutidas nas instâncias adequadas. Não há nenhuma preocupação maior a respeito desse tema.
O presidente do Banespa, Eduardo Guimarães, informou que a liquidação financeira da venda do Banespa será feita na próxima segunda-feira, dia 27 de novembro. No mesmo dia, deve se realizar a assembléia-geral dos acionistas para eleger o novo conselho de administração e o novo conselho fiscal.





